Fascistas brasileiros mataram venezuelano em Roraima

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Da redação – O venezuelano Raul Eduardo Benko Maican, de 25 anos, que havia sido espancado covardemente por grupos fascistas brasileiros, no dia 23 de setembro, veio a óbito na segunda-feira (2), no Hospital Geral de Roraima.

Desde que grandes empresários venezuelanos, a serviço do imperialismo norte-americano, começaram um processo de boicote ao governo de Nicolás Maduro na Venezuela, o Brasil, mais precisamente o estado de Roraima, tem recebido alguns imigrantes do país vizinho, que estão iludidos com a possibilidade de uma vida melhor por aqui.

O maior interesse dos imperialistas na Venezuela é sua imensa reserva de petróleo, nada menos que a maior do mundo.

Por meio da redução e literalmente de esconder a produção em galpões, a burguesia interna tenta provocar uma crise de abastecimento e consequentemente manipular a opinião pública internacional contra o governo de Maduro, no sentido de justificar uma possível intervenção militar no país.

Os ataques aos venezuelanos têm sido frequentes e já deixaram várias pessoas mortas e feridas.

Esses ataques são orquestrados por políticos de direita de cunho fascista, que utilizam suas redes sociais para incitar o ódio e a violência contra os imigrantes, culpando-os pelos problemas de atendimentos nos órgãos públicos e pelo aumento da violência.

De acordo com reportagem da Carta Capital, um desses vídeos, postado no Facebook pelo candidato ao cargo de deputado federal pelo PATRIOTAS, Ezequiel Calegari, no qual mentia a respeito de um brasileiro que teria sido atacado por venezuelanos, foi o estopim dos ataques aos imigrantes com paus e pedras e que terminou com o incêndio do acampamento de mais de mil pessoas.

O fascismo está crescente entre as camadas mais pobres da sociedade devido ao incentivo e financiamento de grupos políticos de direita organizados em torno dos seus interesses de classe.

Por isso não devemos repudiar ou emitir notas de pesares quando um dos representantes desses grupos fascistas é atacado.