Fascista e entreguista: Geisel deu continuidade às piores torturas da ditadura e relatava tudo para seus patrões da CIA

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No dia 31 de março, ou mais precisamente no dia 1 de abril – quando se efetivamente o golpe – completa-se 55 anos do golpe militar de 1964, regime que durou cerca de 21 anos no país e que matou e torturou inúmeras pessoas que estiveram na oposição política do regime. Fato é que o presidente eleito pela fraude eleitoral, Jair Bolsonaro, colocou na ordem do dia a “comemoração” do golpe de 1964 no país, isso representa totalmente o caráter da extrema-direita fascista que o presidente ilegítimo representa.

É preciso denunciar e deixar claro o regime fascista que fora imposto pelo golpe militar. No último período foram descobertos documentos que revelavam a subserviência dos golpistas ao imperialismo norte-americano, e isso foi mostrado pela chancela de Ernesto Geisel ao Centro de Inteligência do Exército (CIE) na continuidade de execuções e torturas de opositores da ditadura quando Médici encabeçava o regime.

Comumente, Geisel é visto como moderado, aquele que reconheceu a brutalidade da época e que optou por parar com os assassinatos, mas esta não é a verdade. Os recentes documentos deixam claro que não só concordava como deu a ordem para continuar a perseguição política e morte dessas pessoas, como bem relatou para a CIA, central responsável por incontáveis golpes de estado pelo mundo.

O relatório, enviado em abril de 1974 por William Egan Colbim, diretor da CIA entre 1973 e 1976, para o então secretário de Estado dos EUA, Henry Kissinger, descreve o encontro entre Geisel, os generais Milton Tavares de Souza,  Confúcio Danton de Paula Avelino e o general João Baptista Figueiredo, então chefe do SNI. O documento se referia a decisão de Geisel acerca dos assassinatos, e mais do que isso, demonstra uma prestação de contas ao governo norte-americano.

O governo de Bolsonaro está balançando, o mesmo tenta trazer a extrema-direita para a ação novamente quando convoca comemoração do golpe de 1964, mas que também representa um ameaça de novo golpe ao país. Nesse sentido, no domingo o PCO, os comitês de luta contra o golpe e demais organizações que lutam contra o golpe e o fascismo, estão organizando ato em São Paulo contra o golpe de 1964.