Genocídio do povo negro
O sargento da Polícia Militar, Ernest Decco Granaro, 34 anos, preso em flagrante pela morte do artista plástico e montador de palcos Negrovila
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Carro da PM | Foto: Reprodução

O sargento da Polícia Militar Ernest Decco Granaro, 34 anos,preso em flagrante pela morte do artista plástico e montador de palcos Welington Copido Benfati,  conhecido como NegoVila, 40, consta como averiguado (autor e vítima no processo) em ao menos outros dois casos que resultaram na morte de dois homens na capital paulista. Ele está há 12 anos nas fileiras da Polícia Militar do Estado de São Paulo.

Diferente do assassinato de NegoVila, que ocorreu após uma discussão em um bar na Vila Madalena, zona oeste, na madrugada do dia 28 de novembro, em que o PM Decco estava de folga, a morte das outras duas pessoas se deu quando ele estava a serviço do Estado, fardado e com uma arma da corporação.

m relatório divulgado nos últimos dias pela “Rede de Observatórios da Segurança” mostrou o índice de letalidade pelas Polícias do Brasil, revelando que dos 650 mortos pela PM em 2019, 97% eram negros.

No total, em todo o país, em 2019, foram 6.357 mortes provocadas pelas polícias, segundo dados oficiais.

Este ano, apesar da pandemia, os números de negros mortos pelas forças policiais tendem a ser muito altos, batendo novos recordes. Exemplo deste fato é a polícia de São Paulo que no início do ano, mesmo com o isolamento social, bateu recorde no número de assassinatos.

No início deste mês, a PM carioca assassinou duas garotas negras Emilly Victoria, de 4 anos, e Rebeca Beatriz, de 7 anos, enquanto aguardavam o avô em frente a casa onde moravam na cidade de Duque de Caxias. Somente 2020, 22 crianças foram baleadas no estado e oito morreram.

O aumento exponencial da política genocida da PM contra os negros e a população pobre em todo o Brasil, é consequência direta do aprofundamento do golpe de estado e da ditadura contra o povo.

A política eleitoreira e demagógica da esquerda também contribui para o fortalecimento dos órgãos de repressão contra o povo, vale destacar, por exemplo, que nas eleições deste ano em duas capitais importantes do País, Rio de Janeiro e Salvador, a esquerda lançou nas chapas à prefeitura candidaturas de policiais, o Coronel Íbis Pereira pelo PSOL e a major Denice pelo PT.

A única forma de barrar o genocídio dos negros e a única política antirracista consequente é a mobilização independente de toda a direita golpista e de todo o aparato de repressão. Neste sentido, é necessário defender de maneira intransigente a dissolução da Polícia Militar. É preciso colocar abaixo esta máquina de guerra contra os negros e todo o povo pobre do País.

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