Essa é a cara do capitalismo
Burguesia quer Estado Mínimo contra os trabalhadores, mas depende do Estado para seus negócios e como fonte de suas fortunas
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
bolsonaro_luciano-hang
Bolsonado e Luciano Hang, a farsa do fascismo brasileiro | Foto: Reprodução

Conhecido como “véio da Havan”, o empresário fascista Luciano Hang conseguiu manter o seu negócio de venda de quinquilharias graças ao financiamento público. De 1993 a 2014 ele conseguiu empréstimos que totalizam mais de R$ 72 milhões no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES, “uma média de 1,6 empréstimo por ano desde a fundação da empresa”, com esse dinheiro montou 147 lojas em 18 estados. Na frente de quase todas as lojas há uma réplica da Estátua da Liberdade, monumento que marca a entrada do porto de Nova Iorque, EUA. Só não tem na filiar de Brasília, pois a legislação local não permite. (Metrópoles, 25/7/2020)

Durante a última campanha eleitoral para presidente da República, fazendo parte do grupo de empresários de extrema-direita que apoiavam Jair Bolsonaro, ele fazia questão de aparecer como um homem de negócios que se fez sozinho e que jamais se valeu do Estado, por isso defendia o Estado Mínimo e todas as ideias neoliberais de privatização total e criticava os governos Lula e Dilma por terem dados incentivos fiscais aos empresários.

Ao contrário do que divulgou, além dos empréstimos, ele se valia de todo tipo de pressão para conseguir isenções, incentivos e benefícios, como uso de terreno público, dos estados e municípios onde instalou suas lojas.

Apesar de ser um varejista, ele também tem inscrição no fisco como atacadista. Ele compra mercadorias como atacadista e as vende como varejista. O que acaba lhe dando uma vantagem sobre os concorrentes, em geral pequenos comércios, pois pode vender mercadorias a preços mais baixos até conseguir fechar a concorrência.

Na campanha eleitoral de 2018, fez chantagem com seus funcionários, forçando-os a votar em Bolsonaro, ameaçando fechar as lojas e demitir todo mundo caso Fernando Haddad (PT) ganhasse as eleições (O Globo, 2/10/2018).

Há vários processos contra ele por sonegação, evasão e outros crimes. Já foi condenado em alguns, mas consegue recorrer e arrastar a execução das penas, em geral multas. Em alguns casos conseguiu parcelar as dívidas, como um escandaloso Refis que escalonou a dívida em 115 anos! (Revista Fórum, 31/5/2019).

Com dinheiro público fácil, já comprou 3 jatinhos e 3 helicópteros. É assim que se comporta a burguesia. Defende o Estado mínimo para os trabalhadores, e o Estado todo para eles próprios. Não pagam impostos, sonegam tudo o que podem, pegam empréstimos com objetivo de gerar empregos e acabam comprando jatinhos e iates, negam salários e ameaçam trabalhadores, mas querem benefícios fiscais e ajuda até mesmo de pequenos municípios com doação de terrenos e uso de bens públicos.

Não é uma prática de uma personalidade corrupta e do banditismo de empresários como o “véio da havan”. É característica da burguesia, do capitalismo, desde seu início e que se manifesta ainda mais violenta e sanguinária na fase de declínio do sistema capitalista.

É a mesma característica presente no ministro da Economia, que força a privatização do Banco do Brasil e usa isso para o Banco BTG Pactual, que ele ajudou a criar, abocanhar a uma carteira de títulos do BB. E consegue passar uma Emenda Constitucional no Congresso autorizando o Banco Central a comprar títulos podres dos bancos privados e transfere para os banqueis 1,6 trilhões de reais durante a pandemia. E ainda continua defendendo que o Estado deve ficar longe dos negócios e da economia.

É a mesma característica de sanguessuga que está presente no PSDB, que conseguiu aprovar a privatização da água e quer retirar o direito ao acesso à água, para que Tasso Jereissati, com a Coca Cola, possa sugar os aquíferos brasileiros como fez em vários países latino-americanos.

É característica presente na Vale do Rio Doce, que destrói rios e comunidades e, com isso, aumenta suas fortunas e poder. Também presente nas empresas europeias que fazem propaganda de economias sustentáveis e destroem o meio ambiente no Brasil, como foi o caso da Hydro, empresa com capital estatal da Noruega que contaminou diversas comunidades de Carcarena, no Pará. No rio Muripi. A lista é interminável.

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas