“Fascismo ecológico”: Justiça golpista usa ambientalismo para expulsar famílias sem-terra

maxresdefault (1)

No município de Limeira, interior do Estado de São Paulo, a justiça expediu reintegração de posse para as centenas de famílias sem-terra que estão ocupando a área do Horto Florestal do Estado.

A decisão do juiz da Vara da Fazenda Pública, Rudi Hiroshi Shinen, e a polícia militar do Estado já garantiu que irá cumprir a decisão da justiça. A ação foi movida pelo Ministério Público do Meio Ambiente, que aponta risco de dano ambiental na região. A motivação do ministério público é extremamente cínica, pois todo o Horto Florestal é coberto de vegetação de eucalipto.

A decisão é para atacar as famílias do MST que ocupam o local e não para defesa do meio ambiente, que cada vez mais vem sendo utilizada para atacar os movimentos sociais de luta pela terra. Os procuradores não movem um dedo diante dos crimes ambientais cometidos pelo governo do Estado comandado pelos tucanos na despoluição do rio Tietê, nas obras do Rodoanel e da destruição e contaminação ambiental dos latifundiários do setor de cana-de-açúcar e da laranja.

Quando empresas enormes do agronegócio, como a Monsanto, causam desastres ambientais, ou quando empresas como a Samarco causam o desastre de Mariana, juízes ecologicamente corretos e bons samaritanos como este nunca são encontrados.

Nesse ultimo período vem crescendo os ataques contra quem luta pela reforma agrária e a desculpa da “defesa” do meio ambiente está sendo utilizada como cobertura de mais repressão e defesa do latifúndio.

Contra esses ataques da justiça golpista e a iminência de mais violência realizada pela policia militar é necessário o apoio de setores progressistas, sindicais e de partidos de esquerda para denunciar e defender as famílias que estão prestes a serem jogadas na beira da estrada.