Fascismo “ecológico”: indígena Guarani Mbya é presa no RS por ter um macaco como animal de estimação

TERESA

Um grupo de indígenas da etnia Guarani Mbya da aldeia Cantagalo está sofrendo repressão e perseguição nas ruas de Porto Alegre. Os indígenas, como de costume, estavam vendendo artefatos indígenas no Parque Farroupilha quando foram abordados por pessoas, que incomodados com presença dos indígenas, chamaram a guarda municipal fascista do prefeito golpista Nelson Marchezan Júnior.

A Guarani Mbya Teresa Gimenes, foi presa pela polícia fascista sob a acusação de crime ambiental. A indígena, que no momento estava com dois filhos pequenos foi abordada e seguiu para a cadeia, e seus filhos ficaram com outros indígenas que a acompanhavam.

O absurdo da prisão é tamanho, que a acusação foi realizada por uma senhora que passava pelo local com seu cachorro, quando resolveu atacar os indígenas que possuíam um macaco bugio como animal de estimação. A senhora fascista resolveu denunciar os indígenas para a guarda, que prontamente atendeu o chamado da fascista para reprimir duramente o grupo de indígenas e retira-los da praça.

A fachada de preocupações ambientais e ecologista da senhora e da guarda municipal esconde a verdadeira motivação da repressão e prisão de Teresa Gimenes, que no caso é o fascismo. A presença dos indígenas com sua atividade de sobrevivência na praça incomodam a direita fascista de Porto Alegre.

A desculpa de que o macaco é um animal silvestre e a posse dele é um crime ambiental serve apenas para reprimir e intimidar os indígenas, que a direita fascista quer que sumam das ruas de Porto Alegre.

A Guarda Municipal do golpista Nelson Marquezan Junior (PSDB), ligado ao Movimento Brasil Livre (MBL), só aguardava uma desculpa para atacar os indígenas nas ruas. E é importante lembrar que o prefeito golpista é um excelente exemplo de como a direita quer tratar a população pobre e trabalhadora, pois solicitou o envio das tropas da Força Nacional de Segurança e das Forças Armadas (Exército) para combater os manifestantes dos movimentos sociais que foram a Porto Alegre no dia 24 de janeiro deste ano protestar contra a perseguição ao ex- presidente Luís Inácio Lula da Silva.

Há dois meses, cinco indígenas também foram presos por cortarem uma taquara para fazer artesanato no Estado do Paraná e no Extremo Sul da Bahia, os indígenas pataxó sofrem com o fascismo ambientalista dos latifundiários, do judiciário e dos órgãos estatais que acusam estes de destruir a Mata Atlântica, em vez de ficar sem recursos e passar fome.

Enquanto o Estado e suas autarquias, juntamente com a parcela fascista da população, fecham os olhos para os maiores destruidores dos recursos naturais, como no caso da Samarco e a destruição completa do Rio Doce, com dezenas de mortes e da Hydro Norsk, na cidade de Barcarena, no Pará. E ainda muitos outros latifundiários que destroem tudo e não recebem sequer multas.

Esse tipo de repressão está se tornando cada vez mais comum e os indígenas estão sofrendo como nunca com a perseguição da direita fascista no Rio Grande do Sul e por todo o país após o golpe de Estado.