Colombia
As FARC entregaram um relatório sobre o desaparecimento de 23 pessoas. Apesar da iniciativa, o partido tem sido vítima de perseguição e assassinato pela extrema-direita
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Marcha das Farc
Marcha das FARC. Foto: Jose Miguel Gomez/ Reuters. |

Na quarta-feira (13), a Comissão Nacional para a Busca de Pessoas Desaparecidas do partido Força Alternativa Revolucionária do Comum (FARC), entregou ao Juizado Especial de Paz um relatório sobre o desaparecimento de 23 pessoas na Colômbia no decorrer do conflito armado que durou mais de 50 anos.

O documento entregue à Luz Marina Monzón, diretora da Unidade de Busca por Pessoas Dadas por Desaparecidas (UBPD), fornece detalhes de pessoas desaparecidas e aponta qual o comando das FARC a qual se atribui as responsabilidades. Detalham-se os nomes das pessoas, o lugar e a data dos possíveis desaparecimentos. O objetivo do relatório é contribuir para que o paradeiro dos desaparecidos possa ser descoberto pela Comissão Nacional das FARC e pela UBPD. Com a entrega desse relatório, a FARC esclarece seus esforços no sentido de atender ao direito à verdade por parte das vítimas e suas famílias.

A Comissão das FARC destacou que o relatório é resultado de um meticuloso trabalho de pesquisa e documentação.

Desde que assinou o acordo de paz com o governo colombiano, pela qual se tornou um partido político institucional, as FARC têm sido vítima de intensa perseguição pelo regime político e seus militantes e dirigentes têm sido assassinados. Com a chegada ao poder de Ivan Duque, um representante direto do imperialismo norte-americano, os assassinatos contra membros das FARC escalaram.

A Colômbia é o país da América do Sul que se destaca no assassinato de lideranças políticas e sociais da esquerda e das organizações camponesas e sindicais. Vigora uma férrea ditadura no país, que busca garantir os interesses da burguesia e do imperialismo.

O desarmamento da guerrilha e a opção de sua direção de atuar pela via eleitoral, nos marcos do regime político dominado pela extrema-direita ligada aos Estados Unidos, está custando caro para o povo colombiano. O abandono das armas foi interpretado pela extrema-direita como um sinal de debilidade da antiga guerrilha, a qual se aproveitam para avançar no seu extermínio. Durante décadas, a direita que controla o Estado tentou exterminar as FARC e suas bases sociais de apoio, porém sem sucesso.

A ação de milícias paramilitares de extrema-direita, organizadas e armadas pelos latifundiários, são frequentemente denunciadas nacional e internacionalmente. Estas milícias são apoiadas pelas Forças Armadas Colombianas e têm vínculos estreitos com todo o aparelho de repressão oficial. Em todos os massacres que cometeram contra os camponeses e os movimentos sociais, jamais se verificou qualquer tipo de punição aos milicianos e sequer o esclarecimento dos fatos.

Até mesmo a ONU apresentou uma denúncia ao Estado Colombiano pelo sistemático extermínio dos membros das FARC. Denúncia recheada de demagogia, na medida em que nada se propõe para que seja impedida a continuidade dos assassinatos. Na Colômbia, o imperialismo atua, por intermédio de seus partidos políticos e agências de inteligência, para acabar de vez com as FARC.

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