Luta pela terra
Bolsonaro procura intervir a favor dos latifundiários contra os trabalhadores sem terra em Juazeiro na Bahia. A militância da luta pela terra precisa se organizar para auto-defesa!
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Cultivo de uvas na terra do assentamento de Juazeiro na Bahia | Foto: Reprodução/Voz do Movimento
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Cultivo de uvas na terra do assentamento de Juazeiro na Bahia | Foto: Reprodução/Voz do Movimento

O assentamento do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) em Juazeiro (BA) é uma conquista dos que lutam pela terra no estado desde 2008, ano em que se ocupou pela primeira vez uma das seis fazendas abandonadas pela Mariad Importações e Exportações LTDA, o que gerou um acordo. O acordo não foi cumprido e então novamente a terra foi ocupada em 2010.

Desde então as dezenas de famílias construíram para si suas moradias e suas formas de sustento baseadas na agricultura familiar e criação de animais.

Hoje, estão sofrendo o risco de despejo, o que provocaria o desalento das 80 famílias que a ocupam, cuidam da terra e utilizam a sua produção para o bem do povo. É justamente a produtividade da terra que interessa aos ricos latifundiários que largaram as terras e agora querem retomá-las como se nada tivesse acontecido somente para lucrar sobre ela sem dar nada ao povo, ou melhor, retirando tudo o que lhe foi conquistado. Aproveitando-se também do trabalho de anos dos trabalhadores rurais no cuidado e manutenção das terras, dos cultivos e criações de animais que cada vez mais crescem.

É notório a justiça da luta pela terra abandonada para que ela seja usada em aproveito dos trabalhadores do campo. O governo Bolsonaro está mais uma vez usando do aparato judiciário para ameaçar e intimidar, para depois reprimir e oprimir os trabalhadores do campo com o objetivo de despejá-los e viabilizar a terra para os latifundiários. Prática comum e que tem se intensificado desde o início de 2019. Recentemente, outros assentamentos no extremo sul da Bahia também foram ameaçados e atacados fortemente com auxílio das policias judiciárias e dos capangas dos latifúndio.

Prestamos nossa solidariedade aos companheiros sem terra, repudiamos os avanços fascistas sobre as famílias do assentamento do MST em Juazeiro na Bahia e outros, e estamos comprometidos em somar nossas forças em torno da militância da luta pela terra. Precisamos ter a força para ajudar cada vez mais famílias nesse momento, garantir que não haja o despejo genocida durante a pandemia!

A “solução” parlamentar não é garantia da segurança dos assentamentos, devemos nos preparar para as ofensivas fascistas!

É preciso apoiar a causa, constituir a autodefesa dos trabalhadores sem terra, denunciar fortemente aos ataques do estado e dos latifundiários! É imprescindível que a palavra de ordem seja Fora Bolsonaro e todos os golpistas!

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