Contra os despejos
Trabalhadores do Projeto Mangabeira vão às ruas contra o despejo
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Centenas de pessoas vão as ruas contra o despejo | Imagem: arquivo DCO

Os trabalhadores do Pré-assentamento Projeto Mangabeiras tomaram hoje (28/07) às ruas de Porto Seguro, no Extremo Sul da Bahia, em uma manifestação contra a ação de despejo emitida pelo judiciário. As 200 famílias estavam ameaçadas de serem jogadas nas ruas da cidade em um dos piores momentos da pandemia de coronavírus por uma ordem judicial de despejo.

As famílias do Projeto Mangabeira, bem como as associações vizinhas (Novo Horizonte, Brasil para o Futuro, Nova Jerusalém, Mangaba, Roça do Povo, Extremo Sul, Monte Oliveiras, Rio dos Mangue, ACAUF) organizações dos trabalhadores rurais e partidos políticos de esquerda e populares se uniram para deixar claro que não vão aceitar essa investida da direita, de grileiros da região, contra os trabalhadores.

As famílias marcharam pelo centro da cidade anunciando que vão lutar pela terra que é deles de direito e convocando toda a população a apoiar essa luta contra esse crime da especulação imobiliária.

Os trabalhadores são contra a ordem de despejo do juiz Fernando Paropat, da 2° Vara Cível de Porto Seguro, a pedido da grileira de terra Vanessa Dasilio Coser, que se diz proprietária da área, mas não possui nenhuma documentação que prove, tanto que a própria CDA (órgão responsável pela questão fundiária no estado da Bahia) já avaliou a área e afirmou que é terra pública em processo de regularização para a transformação da área em um projeto de assentamento, o Projeto Mangabeira.

A mobilização dos trabalhadores do Projeto Mangabeira com outras organizações e partidos de esquerda e a repercussão da campanha contra o despejo obrigou a justiça a emitir uma liminar que suspendeu o despejo, resultado da mobilização dos trabalhadores da Mangabeira e apoio de outras organizações. Um passo importante, que mostra ainda mais a importância de manter a mobilização e ampliar a campanha contra o despejo.

É uma primeira vitória dos trabalhadores contra a grilagem de terras e a direita de Porto Seguro, mas é necessário continuar a mobilização e ampliar a campanha de denuncias para impedir a execução do despejo.

 

Veja as imagens do ato:

 

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