Injustiça da justiça
Vinte anos para julgar o assassinato de inocentes. A justiça se coloca a favor do assassino e contra a vítima. E chamam isso de “Estado de Direito”.
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Jovem preso | Foto: Jeso Carneiro

Foi noticiada a condenação em primeira instância do sargento da PM Moises Angelo Marinho a 24 anos de prisão por ter assassinado e queimado o corpo do jovem de 18 anos, Giovani de Oliveira, especial que andava com dificuldades, tendo sido abordado numa padaria em Arujá (SP) no dia 25 de agosto de 2000.

Isso prova que o extermínio que a PM pratica contra trabalhadores, pobres e negros é de fato a essência de sua existência, e portanto se faz necessário a sua extinção de imediato, e o policiamento passe a ser feito e organizado por conselhos de moradores dos bairros.

Vejamos o que diz a reportagem do jornal G1 da Globo. Em 25 de agosto de 2000 Giovani foi visto sendo abordado numa padaria em Arujá/SP e sendo colocado na viatura do Sargento Moisés. Os familiares foram informados do ocorrido, mas quando foram à delegacia para saber do paradeiro do Giovani, não receberam nenhuma informação.

Com o descaso das autoridades, procuram em necrotérios, batalhões de polícia e hospitais sem sucesso. Com a falta de informação, os familiares passaram a investigar por conta própria já que a polícia não o fazia. Durante as investigações os familiares sofreram várias ameaças e tiveram a informação de que o sargento era um “justiceiro” da região e que morava próximo à padaria que abordou o jovem.

Com as investigações os familiares tiveram uma informação de possível local onde estaria o corpo, e o acharam carbonizado num matagal, em Santa Isabel, por volta de setembro de 2000. Várias testemunhas se recusaram a depor por medo de represálias. Mas uma que testemunhou ter visto o rapaz na viatura do sargento foi encontrada morta uma semana após o depoimento.

O exame de DNA comprovou que o corpo se tratava mesmo do rapaz, e o resultado só saiu oito meses após o encontro do corpo. Mesmo assim o processo dormiu na delegacia por vários anos, sendo enviado ao DHPP (Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa) em 2004 ou 2005 e ficou parado lá também por vários anos. A defensoria pública entrou no caso em 2011. A condenação do sargento Moisés ocorreu em 26 de novembro de 2020.

Trata-se de mais  um caso entre os milhares que foram mortos pela polícia. Inclusive o noticiário informa que nos últimos 3 anos a PM assassinou mais de 3000 crianças. De janeiro a maio foram 442 abatidos pela polícia, um recorde desde o início da apuração, só é maior que o registrado em 2003 onde foram abatidos 409.

Enquanto a polícia sai matando trabalhadores, pobres e pretos, o judiciário trava os processos para não irem a julgamento, garantindo a impunidade e legitimando a matança, como ocorreu no caso do Giovani. São tantos inocentes mortos pelos bandidos da PM que já se tornou notícia sem importância. A população se acostumou a  viver cotidianamente

Com isso que já nem se impressionam mais. É como se vivessem na guerra e os corpos caídos ao chão aos milhares são rotina.

Aos que acham que isso acontece apenas a partir do golpe de estado em 2016, podem agora perceber que estavam equivocados, este caso tem vinte anos, em 2003 houve recorde de matança com 409 vítimas da PM. Se voltarmos no tempo, chegaremos a números surpreendentes durante a ditadura de 1964, onde apenas em uma cova clandestina foram encontradas cerca de 2000 ossadas.

Fica assim provado que a função das polícias não é combater o crime, é na verdade combater o povo que porventura não suporte mais tanta opressão, criminalização e prisão sem que tenham cometido crime algum. Estão aí para defender os interesses dos 10% mais ricos e poderosos que escravizam a classe mais numerosa que eles, os trabalhadores.

É necessário acabar com a PM já, nada de conversa. Chega de matança de pobres e pretos. E pelo fim do regime capitalista, opressor da classe trabalhadora. É hora do povo assumir o controle do estado burguês e se libertar da opressão.

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