Família e Direitos Humanos: Bolsonaro criou o ministério de perseguição às mulheres

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Com o aprofundamento do golpe, consolidado com a retirada da primeira presidenta mulher, e democraticamente eleita, Dilma Rousseff, os ataques a classe trabalhadora são cada vez mais frequentes, em especial as mulheres.
Mesmo antes de tomar posse, Jair Bolsonaro já evidenciou que, junto consigo, carrega uma corja de ministros, cujos interesses são opostos aos dos trabalhadores. Um exemplo é a Ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves. Desde o momento em que foi nomeada, a conservadora já efetuou diversas declarações polêmicas, principalmente no que tange aos direitos das mulheres. Segundo ela, o “papel” fundamental das brasileiras deve ser o cuidado do lar e da família, ou seja, colocando as mulheres como uma empregada dos maridos na família.
Damares ignora totalmente a condição de escravização social a qual as mulheres estão submetidas. Pelo contrário, reforça a ideia de submissão das brasileiras, que possuem dupla jornada de trabalho sendo obrigadas a cuidar da casa e dos filhos, que serão futura mão de obra para o sistema capitalista.
A última proposta, previamente lançada, pela ministra sem noção é a criação do que ficou denominado no Congresso como “Bolsa Estupro”. Ou seja, mulheres engravidaram, fruto de abusos sexuais, ganharão uma “Bolsa auxílio”, no valor de R$85,00 para “cobrir despesas e uma recompensa por não terem optado pela realização de um aborto”. A Constituição prevê que, em situações como essa, a mulher pode realizar o procedimento abortivo. A realidade, porém, é completamente diferente. Muitas vítimas encontram enorme dificuldade para realizar denúncias, sem contar as inúmeras que não a fazem, seja por medo, vergonha, ou qualquer outra questão.
O que fica evidente é que Bolsonaro, juntamente a corja de golpistas que o acompanha, representa um governo fraudulento e de ataques a classe trabalhadora, em especial as mulheres. Nesse sentido, para que esta série de retrocessos não entre em vigor, é preciso que todos se organizem em comitês de luta contra o golpe e de autodefesa e que sejam realizadas amplas mobilizações populares. Não há nenhum tipo de conciliação com aqueles que querem acabar com as mínimas condições de vida das trabalhadoras. Por isso deve seguir a palavra de ordem: Fora Bolsonaro e todos os golpistas!