Operação nas escuras
Com total desmobilização dos estudantes promovida pelas direções estudantis, nova chapa vence sem eleições
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
25-4-2008-g-dce2
Uma "democracia" estudantil sem a participação dos estudantes. | UEL

Nesta última semana, o Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade Estadual de Londrina (UEL), anunciou em sua conta oficial no Instagram a posse de uma nova direção, de caráter provisório, para substituir a antiga chapa, da qual o mandato havia terminado durante a pandemia.

Com o pretexto da paralisação das aulas, o processo de escolha de uma direção provisória – enquanto não normalize-se a situação – tornou-se muito mais antidemocrático do que o habitual. A direção escolhida corresponde diretamente à burocracia estudantil, isso porque sequer houve real participação dos estudantes no inexistente processo eleitoral.

A nova chapa foi aprovada, de acordo com a mesma, em uma série de “reuniões abertas”, promovidas pela direção estudantil. Contudo, já deixando as claras o problema que está por de trás de toda operação, a nova direção “lamenta” a não participação do “maior número de estudantes”. Ou seja, sem ninguém ver, uma nova chapa foi aprovada pela burocracia do movimento estudantil, sem qualquer aval dos estudantes.

O correto, em último caso, na ausência de eleições, seria ao menos manter a última chapa eleita na direção. Contudo, a política totalmente desmobilizadora da mesma, que impulsionou a campanha do “fique em casa” logo no início da pandemia, foi também responsável por dar total força à burocracia, e dificultar a participação dos estudantes em reuniões.

Dessa maneira, a própria esquerda pequeno-burguesa organizou um verdadeiro golpe contra qualquer tipo de democracia estudantil. O “infelizmente” pontuado no post do Instagram, é na realidade uma manobra conhecida por parte desses setores, que desmobilizam os estudantes para assim facilitar a vitória da burocracia.

O DCE da UEL não corresponde interesse algum dos estudantes da universidade. Na realidade, é perceptível pelo próprio caráter defensivo da nota, que a nova direção quer fazer o máximo possível por “de baixo dos panos”, evitando atritos com os estudantes, e não assumindo também nenhuma postura séria em defesa dos mesmos.

Este tipo de operação é comum de outras universidades controladas pela esquerda pequeno-burguesa. Este tipo de estratégia no final não serve para organizar em nada o próprio movimento estudantil, que passa a ter uma direção de fachada. Frente aos ataques do governo Bolsonaro este tipo de conduta torna-se ainda mais absurda.

A única forma de garantir as reivindicações dos estudantes é que eles mesmos decidam. Sem operações nas escuras e sem golpes, o que na prática, é a política de toda esquerda pequeno-burguesa, que domina hoje o movimento estudantil de conjunto.

 

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas