Falta de condições de segurança faz frigorifico Marombi Alimentos ser interditado nas áreas de amônia e caldeira

amonia

O Frigorifico Marombi Alimentos, localizado em Sorriso, cidade de Mato Grosso, região Centro Oeste do país, teve que ser interditado nas áreas de resfriamento e da caldeira por falta de segurança aos trabalhadores naqueles setores da fábrica.

A ação civil pública impetrada pelo Ministério Público do Trabalho de Mato Grosso (MPT/MT) teve decisão favorável através da juíza Fernanda Radicchi Madeira, da Vara do Trabalho da cidade, que determinou a interdição parcial da planta e a adoção de medidas para sanar as graves irregularidades apontadas pelo MPT envolvendo risco de vazamento de amônia.

A ação foi ajuizada pelo MPT após inspeções feitas nos dias 19 de junho e 05 de julho por um perito do órgão. Em uma das ocasiões, a própria engenheira de Segurança do Trabalho do frigorífico confirmou o descumprimento das obrigações.

A multa pelo descumprimento da ordem judicial é de R$ 100 mil por dia. A partir do recebimento da intimação, a Marombi também não poderá dispensar nenhum trabalhador pelos próximos 30 dias.

Em relação às condições de trabalho e segurança, o frigorífico Marombi de Sorriso não é um caso isolado, nas fábricas, em praticamente todos os setores são de extremo risco, principalmente no resfriamento e caldeiras, no entanto, os patrões são totalmente negligentes quanto aos seus funcionários.

Agora, em julho, no Rio Grande de Sul houve uma explosão de caldeira que levou a morte dois trabalhadores, fora os inúmeros acidentes com o gás amônia, utilizado para o resfriamento e congelamento dos produtos, este ano são incontáveis os números de acidentes com este gás que, quando do vazamento acarreta danos irreparáveis aos trabalhadores. Já ocorreram várias mortes.

A vizinhança perto das fábricas também são afetadas, ou seja, o descaso dos patrões quanto à manutenção dos equipamentos causam danos coletivos.

Cabe aos trabalhadores, junto com os sindicatos combativos e de luta a tarefa de assumirem para si o controle da empresa, ocupando suas instalações até que os patrões solucionem os problemas, os quais ignoram.