Dia de Hoje na História.
O obscurantismo religioso é uma arma poderosa da burguesia, que usa a igreja como um retrocesso ao desenvolvimento da consciência do trabalhador, e de sua alienação pelo capital.
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Darwin e a Evolução das espécies. Imagem: reprodução. |

Charles Robert Darwin, nasceu em Shrewsbury, 12 de fevereiro de 1809, e morreu em Downe, 19 de abril de 1882. Foi um naturalista, geólogo e biólogo britânico, célebre por seus avanços sobre evolução nas ciências biológicas. Juntamente com Alfred Wallace, Darwin estabeleceu a ideia que todos os seres vivos descendem de um ancestral em comum, argumento agora amplamente aceito e considerado um conceito fundamental no meio científico, e propôs a teoria de que os ramos evolutivos são resultados de seleção natural e sexual, onde a luta pela sobrevivência resulta em consequências similares às da seleção artificial.

Ele foi, então, para o Christ’s College, em Cambridge para estudar teologia.

Apesar de não ser um estudante modelo, Darwin foi um naturalista amador apaixonado. Coletava insetos e colaborava com seus espécimes para pesquisadores da época. Formou em 1831, logo depois, um professor sugeriu o nome do aluno para acompanhar o comandante Robert FitzRoy em uma expedição no HMS Beagle. 

A viagem durou cinco anos e resultou em um gigantesco diário de viagem. Durante esse tempo, Darwin estudou geologia e zoologia, principalmente da América do Sul. As notas serviram depois para ele escrever um de seus famosos livros, conhecido hoje como A viagem do Beagle. 

De volta ao Reino Unido, ele descobriu que diversos dos espécimes registrados eram únicos, só existiam na região onde ele os viu. Darwin começou então a tentar entender como novas espécies surgiam. Ele estudou, por exemplo, produtores de animais e plantas, para saber como eles conseguiam novas raças e variações. Ele então chegou à conclusão de que a vida era infinitamente variável. Em uma época em que se acreditava que os animais foram criados como eles eram vistos então, Darwin falou em evolução.

Charles Robert Darwin, nasceu em Shrewsbury, 12 de fevereiro de 1809, e morreu em Downe, 19 de abril de 1882. Foi um naturalista, geólogo e biólogo britânico, célebre por seus avanços sobre evolução nas ciências biológicas. Juntamente com Alfred Wallace, Darwin estabeleceu a ideia que todos os seres vivos descendem de um ancestral em comum, argumento agora amplamente aceito e considerado um conceito fundamental no meio científico, e propôs a teoria de que os ramos evolutivos são resultados de seleção natural e sexual, onde a luta pela sobrevivência resulta em consequências similares às da seleção artificial.

Ele foi, então, para o Christ’s College, em Cambridge para estudar teologia.

Apesar de não ser um estudante modelo, Darwin foi um naturalista amador apaixonado. Coletava insetos e colaborava com seus espécimes para pesquisadores da época. Formou em 1831, logo depois, um professor sugeriu o nome do aluno para acompanhar o comandante Robert FitzRoy em uma expedição no HMS Beagle. 

A viagem durou cinco anos e resultou em um gigantesco diário de viagem. Durante esse tempo, Darwin estudou geologia e zoologia, principalmente da América do Sul. As notas serviram depois para ele escrever um de seus famosos livros, conhecido hoje como A viagem do Beagle. 

De volta ao Reino Unido, ele descobriu que diversos dos espécimes registrados eram únicos, só existiam na região onde ele os viu. Darwin começou então a tentar entender como novas espécies surgiam. Ele estudou, por exemplo, produtores de animais e plantas, para saber como eles conseguiam novas raças e variações. Ele então chegou à conclusão de que a vida era infinitamente variável. Em uma época em que se acreditava que os animais foram criados como eles eram vistos então, Darwin falou em evolução.

A ideia, na verdade, não era nova. Seu avô e o francês Jean-Baptiste Lamarck já tinham pensado em termos de evolução. Contudo, ao contrário destes, ele não pensava a vida com linhas de evolução, mas como uma árvore, com uma origem comum. As similaridades entre os seres vivos vinham das junções dos galhos dessa árvore. 

Inspirado pelas ideias de Thomas Malthus, de que o crescimento da população poderia de alguma forma acabar com a produção de comida. Darwin notou que isso se aplicava a todas as espécies e que o equilíbrio da natureza só era possível se a grande maioria dos seres não vivesse tempo suficiente para se reproduzir.

O naturalista notou ainda que a chave para a variação das espécies estava nas diferenças entre aqueles que conseguiam e aqueles que não conseguiam se reproduzir – o que ele chamou de seleção natural. Na dura luta pela sobrevivência, podem ocorrer pequenas variações entre os animais e, se estas variações forem de ajuda, então o animal terá maior chance de sobreviver e se reproduzir. Suas características vão persistir e se multiplicar, ao contrário dos que não sobreviveram o suficiente. 

Darwin levou algum tempo, mas conseguiu convencer a maior parte da comunidade científica da “descendência com modificação”, ou simplesmente evolução. 

A produção científica de Darwin data de uma época em que as fontes da maioria dos pensadores tomavam como ponto de partida de suas pesquisas os textos do livro Gênese, da Bíblia, para entender a natureza.  Muitos cálculos da vida humana sobre a Terra tiveram como base nele e na duração da vida dos patriarcas bíblicos, o que era um problema à ciência natural que confrontava-se com a realidade observada e que já se sabia sobre geologia e a formação dos fósseis ou das espécies. 

Dessa forma, Darwin parte desse obscurantismo bíblico, um início ainda mais agravado pelo fato de ter se introduzido na vida acadêmica pela teologia, de tradição ligada à Igreja Anglicana, não obstante o ambiente pietista dominante na época da Inglaterra vitoriana. 

Talvez, por ser introvertido, isso tenha Darwin a superar essas barreiras, e também as polêmicas que consumiam a todos, o que o empurrava nesta trilha na construção de sua história natural baseada na seleção natural. 

Com a sua obra, Darwin colocou as bases de uma teoria científica que objetivou o lento processo de seleção natural  que possibilitou o desenvolvimento de todas as formas de vida, ou, dito de outra forma, a teoria da evolução. Esse, inclusive, o grande contraponto à escola religiosa que dissemina a falsa ideia proveniente da Teoria do Criacionismo, uma vez que Darwin propôs que o homem evoluiu de um tronco comum ao macaco, diferente da narrativa bíblica, onde o homem foi concebido depois que Deus criou céus e terra, e também feito a partir do barro, ganhando vida quando Deus assoprou o fôlego da vida em suas narinas.

Sem dúvida alguma, o darwinismo influenciou muitos pensadores importantes. Em 1859, Karl Marx publicou em Londres a Contribuição à crítica da economia política, obra de maturidade em que fazia a crítica da economia política dentro de uma trajetória que o levaria a O Capital, cujo primeiro volume foi publicado em vida do autor, em 1867. No mesmo ano e na mesma cidade, Charles Darwin publicou A origem das espécies. Sabe-se da admiração que imediatamente suscitou em Marx o livro de Darwin. Para ele, o naturalista havia descoberto para a natureza leis semelhantes às que descobrira para a história humana. Pensou mesmo em dedicar O capital a Darwin, o qual, entretanto, por sua constituição, não desejava que a sua obra tivesse impactos ainda maiores do que aqueles aos quais já dera origem.

Darwin influenciou também as pesquisas de Mendel, pelos desdobramentos que teve o seu trabalho – que descobriu a transmissão hereditária de caracteres adquiridos através de genes –, bem como por pesquisas como a descoberta do DNA por Watson e Crick já na década de 1960 do século passado – que avançaram sobre o próprio mecanismo biológico de surgimento de características genéticas novas nos organismos vivos.

A Origem das Espécies foi traduzida para várias línguas, tornando-se um importante texto científico e atraindo a atenção sobre todos aqueles que se interessaram pelos caminhos percorridos pela vida.

 

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