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O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Edson Fachin, relator da operação Lava Jato, negou o pedido de habeas corpus ao ex-presidente Lula. Condenado a 12 anos de prisão pelos golpistas do TRF-4, Lula poderá ser preso logo após o julgamento dos Embargos de Declaração, que deverá acontecer a partir de 21 de fevereiro.

A decisão de Fachin já era esperada. Depois das milhares de tramoias que o Ministério Público e o Judiciário aprontaram para condenar o maior líder popular do país – chegando a citar vergonhosamente “Marx e Hegel” e a condenar por “convicção” -, o bloco golpista que comanda o atual regime político não daria um passo atrás no esmagamento da esquerda por uma mera questão de “legalidade”.

A prisão de Lula é um imperativo para os golpistas. A burguesia precisa prender o ex-presidente para conseguir sair vitoriosa na sucessão presidencial e para criar as condições suficientes para reprimir qualquer manifestação contrária ao golpe. O otimismo irracional de setores da esquerda, que sustentam que Lula será inocentado porque o Brasil é uma “democracia”, apenas contribui para que o ataque da direita aconteça de maneira mais veloz.

A burguesia não quer nenhum acordo em torno da prisão do ex-presidente Lula. Assim como derrubaram o governo do PT, os golpistas estão decididos a prender Lula. Por isso, é fundamental que toda a classe trabalhadora se organize em comitês de luta contra o golpe e se mobilizem em torno da palavra de ordem de “não vai prender”.

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