“Fachin isolado”: imprensa golpista aumenta campanha contra ala rebelada do STF

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Em meio à imensa crise em que se encontra o governo golpista, o Poder Judiciário tem sido um instrumento fundamental para a burguesia. Desprovido da necessidade de eleições, o Judiciário é muito menos suscetível à pressão popular que o Congresso, o que o torna o poder mais corruptível de todos. No entanto, nem mesmo o Judiciário a direita golpista tem conseguido controlar propriamente.

Nessa semana, o STF libertou o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, que foi a primeira importante liderança do PT condenada após o início da ofensiva golpista da direita, em 2012. Por três votos a um, o líder petista foi libertado pela Segunda Turma do STF. A seu favor, votaram Gilmar Mendes, Lewandowski e Dias Toffoli. Apenas Edson Fachin votou a favor de manter José Dirceu na cadeia.

A decisão da Segunda Turma do STF assustou a direita golpista. Afinal, se as contradições do STF se aprofundarem e a pressão popular sobre o governo golpista aumentar, é possível que o ex-presidente Lula seja solto em uma sessão da mais alta corte do país. Por isso, a imprensa golpista aumentou ainda mais sua campanha contra a ala rebelada do STF – isto é, a ala que tem defendido alguns setores da esquerda e da burguesia nacional diante das perseguições do imperialismo.

Em matéria recente do Estado de S. Paulo, os jornalistas contratados pela burguesia chegam a falar no “isolamento” de Fachin, como se este fosse o único “herói” dentro do STF que de fato luta contra a corrupção. Atacando os ministros “rebeldes”, a imprensa golpista procura aumentar a pressão sobre os setores que ousarem contrariar os interesses do imperialismo.

O imperialismo não vai permitir que o golpe de Estado seja desfeito em uma mera sessão do STF, mesmo que haja uma profunda crise no Poder Judiciário. Portanto, a única forma de garantir a liberdade de Lula e de todos os presos políticos é por meio de uma grande mobilização revolucionária dos trabalhadores contra os golpistas, capaz de colocar em xeque o golpe de Estado.