Armas para a burguesia
O “bem maior” justifica a quebra de sigilo das informações individuais dando armas para a repressão burguesa
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Ditadura dos monopólios impõe vigilância de milhões de pessoas | Imagem: reprodução

O Facebook declarou ter incluído um sistema de detecção de conversas consideradas perigosas na nova atualização da sua plataforma de conversas, o Messenger, aplicativo, em geral, utilizado para conversas privadas e pessoais.

O sistema detecta não só o conteúdo da mensagem, mas também os interlocutores, a velocidade da conversa, dentre outras informações consideradas relevantes.

Mesmo com o sistema, Mark Zuckerberg afirma possuir criptografia ponta-a-ponta para as informações privadas. Ou seja, nesse sistema, os funcionários e os servidores do Facebook, não poderia ler ou compreender o que está sendo dito, apenas a pessoa do outro lado poderia.

O sistema desenvolvido incluiria um programa de reconhecimento independente da ação humana configurado para produzir um alerta quando detectada a suposta “conversa perigosa”. 

Além do Facebook, outras empresas têm intensificado sua política de detecção de dados. Dentre eles, o Google, configurando o seu sistema de reconhecimento de voz para promover campanhas de propaganda direcionadas ao dono do celular.

Com a pandemia do coronavírus, também, justificou-se a implantação da quebra de sigilo de informação, como o uso da geolocalização dos celulares para fins de política pública no Brasil, EUA, Taiwan, Israel e outros países. Nesse sistema, o a localização das pessoas é descoberta por meio de seus celulares. Os governos dizem não estar relacionando as localizações a pessoas específicas, ou seja, fazendo isso de forma anônima, mas é apenas isso. Dizem.

A Coreia do Sul foi mais longe e instituiu o aplicativo que cadastra a situação de saúde dos cidadãos e avisa quando pessoas com suspeita de coronavírus estão nas proximidades. A tecnologia de reconhecimento facial também foi responsável pela prisão de 200 pessoas que descumpriam a quarentena em solo russo.

Sobre isso, Edward Snowden alerta sobre o aprofundamento da política de vigilância a pretexto de “causas nobres”, como o combate a violência ou a pandemia. Responsável pela denúncia da interceptação de informações e espionagem em massa por parte do governo norte-americano, Snowden publicou uma série de documentos de alta segurança da CIA. Com isso, ele deixou claro a disposição dos governos de usar as informações da população para os seus próprios interesses. 

Os interesses dos estados capitalistas em meio a crise fica cada vez mais clara com o aumento da repressão contra as favelas e periferias. Não só no Brasil, mas também na França, os protestos contra a ampliação da repressão policial tem se multiplicado. O aumento da extrema-direita em todo o mundo também indicam uma disposição da burguesia a saídas de força contra a população.

Dessa forma, com a implantação de uma ditadura, o reconhecimento de conversas “perigosas” podem incluir, por exemplo, as palavras “Marx”, “Lênin”, “revolução” e “Comunismo”. Essa política de vigilância social nas mãos da burguesia, portanto, pode vir a ser uma arma contra a esquerda internacional.

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