Censura
O facebook, empresa monopolista das redes sociais no mundo, adota de maneira clara uma política de censura em favor dos grandes grupos capitalistas.
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Logotipo do Facebook. | Reprodução

A empresa estadunidense Facebook, que controla a maior plataforma social do mundo (um verdadeiro monopólio), além do WhatsApp, Instagram, entre outras, tem avançado cada vez mais numa política de censura e controle político das redes sociais. Nessa semana, diversas páginas criadas pelo PCO para seus candidatos a prefeito e vereador foram simplesmente bloqueadas sem qualquer justificativa. As páginas criadas pelo partido tiveram o acesso bloqueado, assim como não são permitidas quaisquer publicações. A empresa modifica constantemente as regras para o uso das redes sociais criadas arbitrariamente por ela mesmo dando uma justificativa para a censura aberta e o ataque à liberdade de expressão.

Não é a primeira vez que essa grande corporação norte-americana age de forma a censurar politicamente as redes sociais. Em julho, a página do diretório estadual do PCB em São Paulo foi bloqueada por “violar a regras da empresa para disseminação do conteúdo”. No mesmo período, várias contas utilizadas pelo PT para se comunicar com seus militantes foram simplesmente bloqueadas sem qualquer justificativa no WhatsApp.

A política adotada para censurar as redes sociais teve como objetivo declarado inicialmente combater as chamadas “Fake News”. As “Fake News” são um termo criado pela grande imprensa capitalista norte-americana para designar notícias sem uma base factual verdadeira. Ou seja, notícias com o intuito de enganar os seus leitores. Tais notícias ganharam grande repercussão e alcance a partir da estratégia adotada por grupos de extrema-direita norte-americanos sob a orientação do especialista em redes sociais e propaganda Steve Bannon. A vitória eleitoral de Donald Trump nas eleições presidenciais estadunidenses teria tido um grande impulso a partir da divulgação de tais notícias, algo que fugiu do controle das grandes empresas de jornalismo que apoiaram majoritariamente a candidata do partido democrata Hilary Clinton.

No Brasil, a campanha de grupos que fizeram a campanha eleitoral de Jair Bolsonaro e de candidatos ligados ao seu movimento se utilizaram de métodos semelhantes.

A política adotada pela esquerda tanto nos EUA como no Brasil, foi de apoiar acriticamente a censura das chamadas “Fake News”. Na época, o PCO criticou tal postura uma vez que a censura sob quaisquer pretextos, servirão invariavelmente aos propósitos da classe dominante e acabará se voltando contra a esquerda e contra as organizações de luta dos explorados.

Após censurar páginas e grupos ligados à extrema-direita, o Facebook, WhatsApp e Instagram passaram a censurar grupos e páginas ligados à esquerda. Sob o pretexto de inibir informações falsas, mensagens que seriam um estímulo à violência ou a qualquer tipo de preconceito, se iniciou uma política de censura em massa nas redes sociais. Milhões de postagens ligadas à esquerda que apoiaram os protestos contra a violência policial e páginas antirracistas no EUA foram simplesmente apagadas.

Recentemente funcionários do Facebook pediram demissão acusando a empresa de desenvolver logaritmos para beneficiar grupos da direita e prejudicar páginas ligadas a grupos e partidos de esquerda.

A política da esquerda identitária de apoiar acriticamente a censura contra grupos de direita sob justificativas morais levou a uma posição equivocada que acaba por favorecer a política adotada pelo imperialismo para acabar com a liberdade de expressão nas redes sociais. O objetivo é transformar a internet numa extensão do monopólio capitalista na televisão, na rádio e na imprensa escrita. Ou seja, a burguesia conseguiu convencer a esquerda a apoiar, sob argumentos morais, uma iniciativa que pode acabar por completo a possibilidade do uso das redes sociais pela própria esquerda e por todos aqueles que lutam pela transformação da sociedade em favor dos explorados contra os monopólios capitalistas.

É preciso denunciar a política de censura e defender a liberdade de expressão na internet e em todos os meios de comunicação. O fascismo e a extrema-direita só podem ser combatidos pelas próprias organizações de luta dos explorados e pelos seus órgãos de comunicação. O aval para que a burguesia, a sua justiça e as suas empresas sejam os árbitros daquilo que é permitido falar só poderá levar ao retrocesso e ao favorecimento desses mesmos monopólios.

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