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Números do golpe
Extrema pobreza atinge mais de 650 mil pessoas no Rio
A condição de extrema pobreza do Rio de Janeiro, equivale a toda a população de uma cidade como Nova Friburgo. 208,8 mil são produtos diretos do golpe
Moradores da Maré falam sobre as necessidades da comunidade
Números do golpe
Extrema pobreza atinge mais de 650 mil pessoas no Rio
A condição de extrema pobreza do Rio de Janeiro, equivale a toda a população de uma cidade como Nova Friburgo. 208,8 mil são produtos diretos do golpe
Moradores do Complexo da Maré. Fernado Frazão/ Agência Brasil.
Moradores da Maré falam sobre as necessidades da comunidade
Moradores do Complexo da Maré. Fernado Frazão/ Agência Brasil.

Golpe acrescenta 208,8 mil fluminenses na condição de Pobreza Extrema, 4,5 milhões no Brasil

Por Nivaldo Orlandi

Desde 2014, toda a população de uma cidade como Nova Friburgo, 208,8 mil novos fluminenses ingressaram na condição de extrema pobreza. São 32% acrescidos aos 444,4 mil  até então existentes . Um em cada três dos 652,4 mil, foram jogados na condição de pobreza extrema em função do golpe de Estado.

São brasileiros que vivem com até R$ 150 por mês.

Reportagem da Agência O Globo, 17/11/2019, traz a informação segundo dados da Síntese de Indicadores Sociais do IBGE, entre 2014 e 2018.

Extrema pobreza aumentou 47% entre 2014 (governo do PT) e 2018,  (32 meses de governos do golpe),  e atinge 652,4 mil pessoas no estado.

Em tão curto espaço de tempo, é a face mais visível do golpe que se abateu sobre a população trabalhadora do estado.

De uma situação de quase pleno emprego, 6,3% em 2014, em 2018 o Rio apresentava 15% de taxa de desemprego, a maior do País.

Em 2013 a taxa de desemprego era ainda menor, apenas 4,3% dizia o IBGE. Em 30/01/2014, o G1 informava que era a menor taxa de desemprego desde 2002.

O pesquisador Carlos Antônio Costa Ribeiro Filho, do Instituto de Estudos Sociais e Políticos da UERJ é taxativo, “Esse foi o fator determinante para o cenário atual”.

O estado fluminense “passou por uma forte crise. De uma situação de quase pleno emprego, para a maior taxa de desemprego no estado”, o pesquisador da Uerj não vê luz no final do túnel, “esse quadro não foi revertido e não é possível enxergar um horizonte promissor para os próximos anos”.

Cristina Boeckel, G1, em 16/05/2019, corrobora com o pessimismo, atesta que o número de desempregados – de novo – bate recorde no RJ. Contingente chegava a 1,4 Milhões, ou 15,3% no primeiro trimestre de 2019.

Em 30/04/2019, no Blog do IBRE, Marcel Balassiano, traz outros informes sombrios para o estado fluminense, “em 2018, o RJ foi o Estado com pior desempenho entre todos os Estados analisados, enquanto que o Brasil cresceu pífios 1,1%, RJ além de nada crescer, ainda teve queda de 0,9%”.

No ano anterior, 2017,  Rio de Janeiro também tivera queda. Economia andara para trás em (-2,3%). O recuo do RJ em 2018, foi o quarto ano consecutivo, a saber, 2015, 2016, 2017 e 2018.

O Brasil, de acordo com os dados do IBC-Br, (índice do Banco Central do Brasil) também teve anos consecutivos de queda, mas em um ano a menos do que o estado fluminense. A nível de Brasil, os três anos de queda foram de (2014-16).

Já segundo os dados das Contas Nacionais do IBGE, o PIB teria recuado menos, por dois anos consecutivos (2015-16). O que havia ocorrido apenas uma vez antes no Brasil, em 1930-31, durante a Revolução de 30. A queda desta vez foi mais forte do que a da década de 30, utilizando os dados da série histórica do Ipeadata.

Balassiano, diz que a paradeira na economia do RJ, somente não foi ainda mais forte, pelo motivo de o estado ter sido o último a entrar em recessão por causa do efeito das Olimpíadas de 2016.

Sobre o emprego formal, segundo os dados do CAGED, em 2018 houve criação líquida de 421 mil empregos no Brasil. Já no RJ, houve um fechamento de 2 mil postos de trabalho formais.

O menor contingente de brasileiros na condição de extrema pobreza foi conseguido no governo do PT

O menor contingente de brasileiros na condição de extrema pobreza, foi conseguido no governo do PT, em 2014, quando o percentual de brasileiros nessa condição apresentava o índice de 4,5%.

De 2015 em diante, o índice de brasileiros na faixa de extrema pobreza voltou a subir, 4,9% em 2015, 5,8% em 2016, no ano do golpe. Subiu mais ainda para 6,4% em 2017 e no terceiro ano do golpe, a extrema pobreza bateu nos 6,5%, um recorde em sete anos. Ano em que 2,3 milhões de brasileiros voltaram a integrar a faixa da extrema pobreza, segundo os números do IBGE.

O contingente de brasileiros miseráveis, foi acrescido desde 2015 em 4,5 milhões de brasileiros. Desses, 208,8 são do estado do Rio de Janeiro. Tendência que deve perdurar se a direita no governo continuar. Eis aí um expressivo feito do golpe.

O programa Bolsa Família, voltado para a redução da extrema pobreza, está sendo reduzido paulatinamente, o que certamente, fará com que o número do contingente de brasileiros vivendo na extrema pobreza  aumente também.

À época de quase pleno emprego, no governo do PT, 15,9% recebiam Bolsa Família, Hoje, após pior crise econômica, apenas 13,7% recebem o benefício.

O porcentual de famílias que recebem Bolsa Família caiu em sete anos, segundo dados do IBGE. No governo PT, em 2012, 15,9% dos lares brasileiros recebiam esse benefício. Ao final de 2018, já no governo do golpe, apenas 13,7% das famílias brasileiras recebem o modesto benefício.

A política de miséria para o povo aplicada pelos golpistas, fez o quadro, a partir de uma situação histórica que já era muito ruim, agravar-se. Por isso é preciso lutar pelo fora Bolsonaro e todos os golpistas e derrotar o golpe de Estado.