Ditadura
Neta segunda (27), a Fundação Cordoberxia denunciou que ocorreu um massacre contra uma família camponesa no sul do departamento de Córdoba, norte da Colômbia.
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PARAMILITARES COLOMBIA
Milícias paramilitares de extrema-direita na Colômbia. | Jair Cabal / AFP

Neta segunda (27), a Fundação Cordoberxia da Colômbia denunciou que ocorreu um massacre contra uma família camponesa no sul do departamento de Córdoba (norte do país).

Três membros da família camponesa Feria López foram assassinados por organizações paramilitares de extrema-direita. Vitaliano Feria, sua esposa Elis López e Edinson Feria (filho) foram assassinados. Uma menina foi sequestrada e jogada em uma calçada conhecida como “La Cabaña”, localizada no corregimento do município San José Uré, sul do departamento de Córdoba.

A organização paramilitar conhecida como “Los Caparros” fez circular mensagens ameaçadoras contra a famílias no começo deste ano. O massacre foi, de certa forma, anunciado. Na sequência, os paramilitares entraram nas casas camponesas, roubaram seus pertences pessoais e ameaçaram com torturas e mais assassinatos.

A Polícia Nacional e o Exército estavam ausentes do local no momento do crime, apesar das constantes denúncias de ameaças contra a população camponesa da zona. É estranho que as instituições repressivas, tão presentes nas zonas rurais colombianas, estavam ausentes justamente no momento dos fatos.

A Colômbia é uma verdadeira ditadura contra os movimentos sociais e a esquerda. Massacres ocorrem cotidianamente no campo contra as comunidades camponesas e indígenas. São conhecidas as ligações das Forças Armadas com as milícias paramilitares de extrema-direita. O sistema judiciário estimula e confere total impunidade aos grupos fascistas.

Desde que depuseram as armas, ex-militantes e ativistas do partido político Força Alternativa Revolucionária do Comum (FARC) estão sendo sistematicamente assassinados pela extrema-direita. São mais de duzentos assassinatos de lideranças políticas da FARC.

O governo Iván Duque, um capacho do imperialismo norte-americano, garante a impunidade para os assassinos e estimula a ofensiva dos fascistas. A ideia central é exterminar a esquerda do cenário político colombiano e não permitir mobilizações populares que coloquem em xeque a dominação da burguesia agrária colombiana. As ligações da burguesia colombiana com o imperialismo são notórias.

O território colombiano é sede de cinco bases militares americanas. Os serviços de inteligência dos EUA, particularmente a CIA, têm grande influência em todo o aparelho de repressão colombiano. Os militares das Forças Armadas do país sul-americano são diretamente assessorados desde Washington.

A opção feita pela direção das FARC que depor as armas serviu como um estímulo para o avanço da extrema-direita. O regime político mantém uma fachada de democracia, mas na verdade se trata de uma ditadura militar terrorista. Os sucessivos assassinatos de ativistas são a comprovação do caráter ditatorial do regime político, direcionado para destruir os partidos de esquerda e os movimentos sociais.

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