Ofensiva reacionária
Para tentar apagar os feitos da classe operária, fascistas atacam monumentos em homenagem aos Exército Vermelho, tentando apagar os feitos dos oprimidos na luta contra o fascismo
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Extrema direita impõe destruição das condições de vida, e dos monumentos operários na Polônia | Reprodução: uchiuska
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Extrema direita impõe destruição das condições de vida, e dos monumentos operários na Polônia | Reprodução: uchiuska

Na última quinta (4), a representante oficial do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, denunciou o avanço da extrema direita na Polônia, onde tem promovido a destruição de monumentos levantados em homenagem ao Exército Vermelho, que comemoram e reconhecem o papel do Estado Operário na libertação mundial da opressão capitalista.

A extrema direita tem promovido uma série de retrocessos gravíssimos às condições de vida da população mundial. Recentemente na Polônia, o aborto foi transformado em crime, um ataque gigantesco, que levará a um retrocesso sem precedentes aos direitos das mulheres no País. A ofensiva dos fascistas agora se dirige a apagar os fatos históricos que comprovam o desenvolvimento revolucionário da classe operária na luta contra a burguesia.

No comunicado, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia lembrou que, os monumentos estão sendo constantemente profanados. “A Polônia continua seu ataque ao patrimônio memorial soviético, o que contradiz os princípios do mundo civilizado”, alertou Maria Zakharova em uma rede social.

Segundo ela, embora na Polônia, mais uma vez, eles mostrem “memória histórica seletiva distorcendo diferentes eventos da Segunda Guerra Mundial, isso não mudará o principal: o Exército Vermelho fez uma contribuição decisiva para a derrota da Alemanha nazista e a libertação da Europa [do fascismo]”.

Esse fato é indiscutível, mas a falsificação e a negação histórica nos últimos tempos é um fenômeno expressivo tanto da extrema direita, dos monopólios imperialistas como da esquerda pequeno burguesa.

A extrema direita quer impor a força a destruição das conquistas da classe operária. Já a esquerda pequena burguesa quer criar o mundo ideal, baseado no identitarismo, cancelando o que de ruim já aconteceu aos negros, mulheres e gays na história. Por isso, uma de suas táticas também é destruição de monumentos.

O imperialismo como só tem compromisso com seus próprios negócios, ora se utiliza da extrema direita com suas táticas violentas para tal, ora se utiliza da esquerda pequena burguesa com sua ideia de representatividade e teorias identitárias.

Todas essas forças procuram impor uma derrota à classe operária, ou simplesmente alardear seu desaparecimento do campo político, decretando o fim da luta de classe.

Contra essa tentativa de apagar a história, sobretudo os grandes feitos dos oprimidos, é preciso lembrar que a classe operária existe sim e que foi precisamente ela que derrotou os nazistas na Segunda Guerra Mundial. Os monumentos a esse período histórico são essenciais para a experiência proletária e devem ser preservados, rememorados e protegidos, assim como a classe operária deve se levantar, ter seus feitos exaltados e buscar se reorganizar para, novamente continuar a luta que é seu dever histórico, derrotar o imperialismo decadente e acabar com a opressão no mundo.

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