Expulsar a extrema-direita das universidades: formar comitês estudantis de luta contra o golpe

cms-image-000610252

A vitória por meio da fraude e do golpe da extrema-direita nas eleições deste ano, com o candidato do PSL, Jair Bolsonaro, serviu para impulsionar ainda mais a corja fascista, que desde o golpe de estado contra Dilma Rousseff, vem levantando a cabeça no país. Logo na semana posterior às eleições, os grupos fascistas passaram a ter uma atitude ofensiva contra os movimentos populares, sindicatos, a juventude e a classe trabalhadora. Um exemplo disso é o que está acontecendo nas universidades públicas.

A extrema-direita e a direita golpista, favoráveis a privatização do ensino superior, do fim das universidades e do ensino público em geral, está colocando seus cães  raivosos para tentar intimidar os estudantes, a juventude universitária. Manifestações de grupos fascistas, favoráveis a Bolsonaro, estão sendo marcadas em diferentes universidades do país . No começo desta semana a corja fascista foi devidamente expulsa pelos estudantes tanto da Universidade de São Paulo, a USP, quanto da Universidade de Brasília, a UnB.

Uma manifestação está marcada agora para acontecer na Universidade Federal da Bahia, a UFBA. Intitulada o “Enterro do PT”, os bolsonaristas estão declarando que pedirão apoio da Polícia Federal para realizar o ato na UFBA, uma demonstração de covardia da direita e da total falta de apoio entre a juventude e a população. Tanto, na UFBA, como em todas as universidades do país é necessário organizar os comitês de luta contra o golpe e os comitês de autodefesa. É preciso ter claro que a universidade pública não é espaço para a extrema-direita, ou seja, os setores inimigos declarados da juventude, dos direitos do povo pobre, que defendem o fim do ensino público e a exclusão da juventude pobre e trabalhadora de qualquer acesso a educação.

É preciso se organizar e cada universidade e botar para correr a escória fascista de dentro das instituições estudantis todas as vezes que tentarem levantar a cabeça, como estão fazendo agora. Seguir o exemplo dos estudantes da USP e da UnB e mobilizar amplamente para expulsar a extrema-direita de dentro das universidades públicas.