Golpe na praça
Um primeiro aspecto da política demagógica do governo é que atualmente um milhão e oitocentos mil trabalhadores aguardam que seus processos, junto ao INSS
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INSS-fila
Inss | Foto: Reprodução

Com os suas quase 200 mil morte em consequência da contaminação do novo coronavírus, o Brasil se encontra no topo do ranking, na segunda colocação.

Não há a menor dúvida que os maiores atingidos pela a contaminação são os trabalhadores, que vivem diariamente com o risco e, efetivamente vem se contaminando ou, no seus locais de trabalho ou no percurso para exercerem as suas atividades laborais, em transportes coletivos lotados, etc.

Em nota técnica, no último dia 17, a Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministérios da Economia divulgou que a covid-19 pode ser considerada doença do trabalho, mas tão somente se comprovada pela perícia medica federal. Para os golpistas, a doenças endêmicas só poderão ser consideradas se forem “resultantes de exposição ou contato direto determinado pela natureza do trabalho”.

Exemplos de contaminação e de óbitos na classe trabalhadora é que não faltam: nas agências bancárias, plataformas de petróleo, nos Correios, nos supermercados, hospitais, nas repartições públicas, nos ônibus, metrô, nas fábricas, frigoríficos; bem poderíamos elencar praticamente todas as categorias onde o trabalhador vem se contaminando diariamente nos seus locais de trabalho.

Mas, é claro, os patrões e seus governos irão manobrar de todas as formas para evitar que a covid seja considerada doença laboral.

Tal medida é mais um golpe do governo, na gíria popular mais um “migué”, na população quando “reconhece” que a covid pode ser considerada doença do trabalho quando é praticamente impossível a verificação, através de uma perícia do próprio governo, em reconhecer que a doença ser consequência laboral.

Um primeiro aspecto da política demagógica do governo é que atualmente um milhão e oitocentos mil trabalhadores aguardam que seus processos, junto ao INSS, sejam analisados e, que esses processos passam em média um ano para a sua conclusão, além disso a idéia é dificultar, ao máximo a concessão dos benefícios, dos quais a população tem direito e, em última instância, acabar com os próprios benefícios.

Não é difícil de imaginar o que iria acontece se os milhões de brasileiros atingidos pela pandemia que, em muitos casos vem deixando sequelas na saúde ou ocasionando demissões, etc., com a política de sucateamento que o governo federal submeteu o setor de seguridade social e a previdência pública, o que vira acontecer com esses trabalhadores. Além disso, o governo criminoso de Bolsonaro em plena pandemia já havia recusado 1,2 milhões de pedido de benefícios, números que não deixam dúvidas que o governo atual contra os pobres e os trabalhadores.

As organizações de luta dos trabalhadores precisam reagir contra as atitudes genocida dos patrões e de seus governos. Organizar uma gigantesca mobilização com o objetivo de assegurar os direitos e conquistas da classe trabalhadora que a cada dia vem sendo dilapidada pelos golpistas.

Os capitalistas são os únicos responsáveis pela crise da previdência e na seguridade social. Quando a economia vai bem, o trabalhadores nada recebe, quando vai mal, arca com todo o custo da crise. Que os patrões arquem com a crise que eles próprios criaram.

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