Depois de levar mais de 60 mil pessoas ao Museu da Cidade do Recife, dentro do Forte das Cinco Pontas, exposição criada para comemorar o bicentenário da Revolução Pernambucana de 1817 ficará por dois meses no Sesc Caruaru. A data para abertura da exposição, porém, ainda não está definida.

A exposição contará com a mostra de vídeos e cartazes, mas não com peças como armas e livros da revolução, que serão devolvidos para o acervo do IAHGP (Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano). Aproximadamente 400 pessoas visitaram a mostra em seu último dia na capital pernambucana, o que significou um recorde de público.

A ideia é levar a exposição também para outros estados.

A Revolução Pernambucana, também conhecida como Revolução dos Padres, foi um levante por emancipação que eclodiu em 6 de março de 1817, em Recife.

O movimento foi fortemente reprimido. Tropas portuguesas avançaram pela Bahia, enquanto uma força naval vinda do Rio de Janeiro bloqueou o porto do Recife. Em 19 de maio as tropas entraram na cidade. O governo provisório, isolado, se rendeu no outro dia.

Destacam-se entre os revolucionários: Domingos José Martins, líder da Revolução; Padre João Ribeiro, reconhecido como líder moral do movimento; Frei Caneca, que também liderou a Confederação do Equador, e; Bárbara de Alencar, considerada a primeira presa política do Brasil.

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