Não ceder à pressão fascista
A pressão de setores da esquerda para que partidos e movimentos não ergam suas bandeiras nos atos é uma política reacionária e deve ser energicamente combatida
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
5256291d-630b-41af-b424-d2d8997aa7c1
Os partidos e suas bandeiras fazem parte da tradição e da lutas operárias em todo o mundo | Foto: (Arquivo/DCO)

O acirramento da crise capitalista, associada à crise sanitária da epidemia do coronavírus no Brasil, fez entrar em movimento todo um setor de luta, liberando a energia que estava represada, muito em função de uma política consciente das direções dos diversos movimentos sociais e de outros segmentos explorados. Ao longo de várias semanas, centenas de milhares de manifestantes ganharam as ruas de todo o país para demonstrar sua revolta e indignação contra o governo neoliberal golpista, de extrema direita, responsável, dentre outras mazelas, pelas milhares de mortes que ocorrem em todas as regiões por conta do Covid-19 e pelos efeitos da crise econômica que afeta diretamente as camadas socialmente mais vulneráveis e exploradas da sociedade.

Neste cenário de retorno dos movimentos sociais e dos partidos às ruas e praças do país, recrudesceu também condutas e posturas de determinados setores da esquerda nacional, que, a exemplo do que ocorreu com as gigantescas mobilizações estudantis em torno à luta pela conquista do “Passe Livre”, em 2013, estão pressionando e exigindo dos partidos e movimentos que não compareçam aos atos com suas bandeiras e seus símbolos. À ocasião, o desfecho desta política reacionária, fascista e policialesca dos próprios dirigente do movimento resultou no sequestro da luta dos estudantes pela direita, que submeteu a luta pelo “Passe Livre” estudantil às pautas abstratas e distracionistas, fazendo com que se iniciasse ali um enfrentamento e oposição ao governo da presidente Dilma Rousseff, do PT, abrindo o caminho para que setores da direita não só controlassem o movimento, como o conduzisse para o terreno dos ataques ao governo eleito, dando início ao processo que culminou com o impeachment fraudulento e o golpe de Estado em 2016.

A historinha reacionária e obscura de sete anos atrás vem se repetindo exatamente da mesma forma neste momento, com elementos que nada têm a ver com as mobilizações, pois são contrários a elas, tentando impor uma perseguição policial contra os que vão aos atos e aos protestos com suas bandeiras. Queremos deixar claramente consignado que esta é uma conduta não só inaceitável, como tem um caráter fascista, semelhante em seu conteúdo às práticas e à política da extrema direita nazista, bolsonarista. Ninguém, quem quer que seja, pode se arvorar como proprietário dos movimentos de luta, das mobilizações, como se deles se apropriassem e dissessem como devem acontecer, de que forma devem ocorrer e o que é ou não é permitido levar aos atos.

As ruas e praças de todos os estados, regiões e cidades do país não pertencem a ninguém, a nenhum pretenso proprietário, sejam elementos da direita ou da esquerda. As ruas são espaços públicos, do povo, dos trabalhadores, das lutas sociais e populares e assim deve permanecer. Os movimentos e todos os partidos, aqueles que se colocam no terreno da luta dos trabalhadores e das massas populares devem não só repudiar energicamente esta tentativa reacionária e direitista de impedir as bandeiras e faixas nos atos, como todos devem comparecer às ruas erguendo suas bandeiras, símbolos e distintivos, expondo claramente suas preferências e sua identificação política, sem qualquer concessão aos que querem cassar e impor limites à livre manifestação e expressão.

 

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas