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Exigência dos generais no Rio: licença para matar sem futuros questionamentos
Exigência dos generais no Rio: licença para matar sem futuros questionamentos

Na última segunda-feira (19), o comandante geral do Exército, general Villas Bôas, disse que os militares precisam ter a garantia de que “não haverá uma nova comissão da verdade” no futuro. A declaração foi dada na reunião do Conselho da República, durante comunicado do Poder Executivo de que haveria intervenção das Forças Armadas no Estado do Rio de Janeiro.

Exigência dos generais no Rio: licença para matar sem futuros questionamentosNa prática a declaração reflete um descontentamento da cúpula das Forças Armadas em relação às investigações levadas adiante após a instalação da Comissão Nacional da Verdade, em 2011, ainda durante o governo Dilma Rousseff, que visava esclarecer muitos dos assassinatos, torturas, estupros, desaparecimentos e todas as demais graves violações dos direitos humanos praticados pelo governo brasileiro durante o período da ditadura militar. Diferentemente de outros países que sofreram com o ciclo de ditaduras na América Latina, por exemplo, a Argentina, em que muitos dos criminosos da ditadura foram parar na cadeia, no Brasil, nenhum militar jamais foi punido pelos crimes da ditadura. 

Em outubro do ano passado, o governo golpista de Michel Temer já havia promulgado a Lei 13.491, que prevê que os crimes cometidos por militares em serviço contra civis serão julgados pela Justiça Militar, ou seja, não terão um julgamento isento, terão apenas de responder junto à órgãos militares que apóiam a ação criminosas dos militares contra civis, como nos tempos da ditadura militar.