“Exército tem que dar lucro”, diz general candidato de padrinho de Ciro no Ceará

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Ciro Gomes é um candidato tão perigoso para a esquerda nacional como Jair Bolsonaro ou Alckmin. Embora frequente alguns fóruns da esquerda, Ciro Gomes é um representante da burguesia e defende posições abertamente pró-imperialistas, com um verniz “progressista”.

Quando a Rede Globo decidiu demitir Temer e uma eleição indireta para presidente da República começou a ser aventada, Ciro Gomes não hesitou em indicar um golpista para assumir o cargo executivo mais importante do país: Tasso Jerissati, dono da Coca-Cola no Brasil. Mesmo antes desse episódio, Ciro Gomes já havia declarado repetidas vezes sua admiração por Jerissati – seu padrinho político – e que havia pessoas com “espírito cívico” no PSDB.

Recentemente, Tasso Jerissati indicou um general para ser o candidato a governador do Estado do Ceará. No entanto, o fetiche por militares não é uma exclusividade de Jerissati: seu afilhado, no início da intervenção militar do Rio de Janeiro, já havia dito que “precisamos apoiar o general Baga Neto”.

Em entrevista no ano de 2016, o general Guilherme Cals Theophilo Gaspar de Oliveira, que é o favorito de Jerissati para ocupar o cargo de governador do Ceará, afirmou que “o Exército tem que dar lucro”. Ou seja, segundo o general, a quantidade de recursos que estão sendo destinados às Forças Armadas é insuficiente – é necessário mais investimento no Exército.

Pela entrevista, fica claro que o objetivo do general é aumentar inda mais a participação das Forças Armadas no regime. Afinal, se ele reclama que o Exército está tendo prejuízo, é esperado que os recursos da Educação, da Saúde, do Saneamento Básico e da assistência básica em geral sejam todos destinados à compra de tanques de guerra para que o Exército passe por cima de quem se rebelar contra o golpe.