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quilombol rondonia
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As comunidades quilombolas do Forte Príncipe da Beira, com 76 famílias, e de Santa Fé, com mais de 20 famílias, estão sofrendo com a perseguição realizada pelas Forças Armadas brasileiras. A área está sendo disputada pelo 7º Batalhão de Fronteira do exército.

As duas comunidades quilombolas, localizadas no município de Costa Marques, em Rondônia, denunciam que o exército tomou parte de seu território e realiza diversas ações para intimidar e expulsar as famílias quilombolas. As famílias são impedidas de chegar ao porto do Rio Guaporé, construída por essas comunidades e quando se movimentam na região são sempre revistadas, impedidas de levaram grandes quantidades de produtos agrícolas e de utilizarem veículos. Outras arbitrariedades do exército são as constantes fiscalizações dos produtos produzidos pelos quilombolas, como castanha-do-Pará, numa clara perseguição.

As arbitrariedades do exército contra os quilombolas é uma tentativa de intimidação e de expulsão das famílias quilombolas para que a área tradicionalmente ocupada fique nas mãos do 7º Batalhão de Fronteira.

Os métodos do exército, de perseguição e impedir atividades econômicas e acesso de pessoas, são corriqueiros em vários locais de comunidades tradicionais pelo Brasil. São os mesmos métodos utilizados pelos latifundiários, grileiros de terra, mineradoras e empresas do agronegócio para atacar os movimentos de luta pela terra.

O exército se aproveita de uma região remota para cometer as maiores arbitrariedades e é necessário denunciar. Da mesma maneira que se agravam os conflitos no campo entre latifundiários e movimentos sociais, os golpistas colocaram as forças armadas para reprimir os movimentos de luta pela terra.

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