“Exército não pode ser punido”: mais um ministro de Temer defende licença para matar

Como bons serviçais do imperialismo, os ministros golpistas de Temer saem de suas tocas e alardeiam na grande imprensa golpista à necessidade e à inevitabilidade de se promover um grande massacre da população pobre e negra do Rio de Janeiro.

Na segunda 19, em entrevista ao jornal de Brasília, Correio Braziliense, o ministro da Justiça, Torquato Jardim afirmou que “não há guerra que não seja letal”, ao se referir sobre a inevitabilidade de morrer pessoas.

Em um outro trecho, assume abertamente à necessidade da repressão, inclusive de crianças, ao se referir à Rocinha: “Como você vai prevenir aquela multidão entrando e saindo de todas as 700 favelas? Tem 1,1 milhão de cariocas morando em zonas de favelas, de perigo. Desse 1,1 milhão, como saber quem é do seu time e quem é contra? Não sabe. Você vê uma criança bonitinha, de 12 anos de idade, entrando em uma escola pública, não sabe o que ela vai fazer depois da escola. É muito complicado”.

Jardim, que é considerado um dos maiores especialistas em direito eleitoral do país, mas que pelas suas declarações está mais para um chefe carniceiro fascista do DOI-CODI da época da ditadura, defende alterações na legislação para proteger militares que cometerem crimes intencionais.

Em seguida, no mesmo ‘impoluto’ Correio Braziliense, no dia 21/02, foi a vez de Osmar Terra, por ironia ministro do Desenvolvimento Social, fazer coro com as declarações do seu parceiro da Justiça ao afirmar que “Está todo mundo esperando que tenha resultado e pra ter resultado em um momento crítico, tem que jogar duro”, ao se referir à possibilidade de que haja mortes e da necessidade de salvo conduto para os militares, afinal “O que não pode é, na tentativa de botar ordem de novo na cidade, a força de intervenção que vai estar lá ser punida por isso”.

Essa é a política que a atual etapa do golpe está preparando contra a população trabalhadora, em primeiro lugar, a do Rio de Janeiro: licença para matar.

É importante que se diga, que os ministros acima são peças absolutamente secundárias no golpe de Estado em curso, para ser mais concreto, se tratam de meros marionetes dos verdadeiros cabeças do golpe, o que demonstra o esforço do centro golpista no sentido de reagrupar todo um setor marginal que apoiou o golpe e que encontra-se combalido diante da crise do governo Temer e do próprio impasse da situação política do pais, em torno do aprofundamento do golpe na sua perspectiva militar.