Presidente francês, Emmanuel Macron, defende projeto para criar um “verdadeiro exército europeu” contra Rússia e China

emmanuel-macron-istres-armee-militaire-1200x728

O presidente francês declarou, em entrevista concedida à estação de rádio Europe 1, na manhã de terça-feira (06/11), que defendia um projeto para criar um “verdadeiro exército europeu”. Segundo ele, uma forma de defender a “soberania européia” das ameaças Russas e Chinesas, países com quem a tensão do imperialismo está aumentando.

A primeira colocação que deve ser feita em relação à esta declaração é o fato de que os exércitos, na prática, são controlados por Estados e que a União Europeia não é um estado, mas sim uma união entre diversos estados.

Basta a saber à quem este grande exército responderá, pois na possibilidade de uma junção de todos os exércitos, mandará quem tiver o Estado mais potente, e portanto a França e a Alemanha terão controle sobre poder militar de toda europa, aumentando desta forma a ditadura estabelecida por esses dois países já dentro da própria União Europeia. Mas desta forma o exército europeu poderá ser usado para reprimir as próprias nacionalidades europeias oprimidas, como os galegos, os bascos, os eslavos, os catalães, etc.

Outra coisa que vale lembrar é que, recentemente, os Estados Unidos saírem do acordo nuclear firmado com a Rússia (então União Soviética) nos anos 1980. E portanto, com o aumento da tensão entre os dois países, uma guerra com utilização de armas nucleares não é possibilidade para descartar. E desta forma, os países imperialistas fica totalmente enfraquecidos diante de seus vizinhos russos, com quem estão em conflito.

Em sua fala, Macron falou de um exército que não seja dependente totalmente dos Estados Unidos, já que atualmente é como se desenha o problema na Europa, que dependeria dos EUA contra os exércitos inimigos dos russos, dos chineses, dos Turcos e assim por diante – os vizinhos próximos com imenso poder bélico.

Portanto, a declaração de Macron serve como índice para calcular o grau de crise que se encontra o imperialismo europeu, junto com o conflito geral do imperialismo contra os russos e os chineses. Conflito este à partir do qual os países já estão começando a se posicionar estrategicamente e manobrar politicamente para estar pronto para qualquer tipo de imprevisto.

A criação de tal exército seria uma maneira de o imperialismo levar com mais força a política de ataques contra os russos e os chineses, que por conta da política nacionalista que tanto incomoda o imperialismo, tem conseguido criar uma influência política na parte oriental do globo, diminuindo o poder de influência da burguesia imperialista em determinadas regiões do país.