Na última terça (27), o exército em conjunto com os demais aparatos repressores do estado, realizaram operação no complexo de favelas do Lins de Vasconcelos, localizado na Zona Norte do Rio de Janeiro. Essa ação faz parte das diversas maneiras das quais as Forças Armadas vão fazer uso para justificar o avanço da intervenção no Rio. Na operação, 24 pessoas foram presas e evidentemente a imprensa burguesa já preparou a sua machete terrorista acerca da situação no estado, assim como no carnaval.

A situação do carnaval é justamente um ponto chave para que hoje o Rio esteja sob intervenção, pois esta foi uma das principais justificativas usada pelos golpistas e pelos militares para que se implementasse a dita “Intervenção Federal”. Falas onde se dizia: que durante o carnaval se alastrou uma onda de terror, o que na verdade é uma grande mentira, quando se comprovou que este ano obteve menos incidentes em relação aos anos anteriores.

Fato é, que tais operações e ou qualquer ação dos militares neste momento, são meramente pretextos para justificar o aprofundamento da intervenção na cidade, assim como já afirmou o general interventor “O Rio de Janeiro é um laboratório para o Brasil”.

Ao fazer essas prisões, o exército tenta montar todo um mecanismo para dizer que a situação no estado é insurergente, que está fora de controle e mais do que nunca a intervenção militar se faz necessária. Impor um total clima de terror, quando se sabe que isso não resulta em nada, o que se dá diretamente reflete no aumento da repressão contra a própria população.

É preciso ter claro que os  militares estão criando essas situações artificiais com um único e claro objetivo: legitimar a intervenção no Rio e ter plenos poderes para massacrar a população de maneira indiscriminada, quer dizer, assim como dito em declarações abertas, querem ter licença para matar, tendo respaldo irrestrito pelas “necessidades” impostas pela intervenção. E também para justificar as verbas milionárias exigidas pelos militares.

Nesse sentido, a população e a classe trabalhadora de conjunto, e suas demais organizações e a juventude devem estar organizadas na luta contra o golpe, sendo esse fator o grande propulsor da intervenção militar no Rio. Através dos comitês de luta contra o golpe, se deve organizar a agitação política para impor a derrota do golpe e pela retirada dos militares do Rio de Janeiro.

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