Execução de Marielle Franco pode ter envolvimento de deputados do MDB

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Da redação – Segundo informações divulgadas pelo deputado estadual pelo PSOL, Marcelo Freixo, em entrevista para a Revista Veja, três deputados do MDB estariam sendo investigados por envolvimento no assassinato da vereadora Marielle Franco. Segundo Freixo ele participou de uma reunião com procuradores Ministério Público Federal (MPF) para tratar desse assunto.

Marielle Franco, vereadora pelo PSOL na cidade do Rio de Janeiro, foi assassinada no dia 14 de março desse ano durante uma emboscada que resultou também na morte do motorista do carro em que a vereadora estava, Anderson Gomes. Até o momento o assassinato de Marielle não foi solucionado, mas tudo indica que tenha sido uma execução política. Os deputados do MDB investigados são Edson Albertassi, Jorge Picciani e Paulo Melo. Todos os três parlamentares já estão presos acusados de envolvimento com a chamada “máfia dos ônibus”.

Depois de terem tentado abafar o caso e colocar a responsabilidade do crime em grupos milicianos o próprio Estado agora admite que o crime tem motivações políticas, o que já era óbvio desde o início. No entanto, apesar de admitir o caráter político do crime o Estado está tentando desviar o foco da questão e afirma que o assassinato da vereadora teria sido apenas uma forma de atingir indiretamente Marcelo Freixo, com quem Marielle tinha uma relação muito próxima. Segundo a versão da polícia civil até o momento os três parlamentares do MDB teriam articulado a morte de Marielle como forma de vingança, pelo fato de uma ação judicial protocolada por Freixo ter acelerado seus processos de prisão. A morte de Marielle já havia sido associada a um parlamentar do PHS, o vereador Marcelo Siciliano, ainda no começo do ano.

A verdade é que ambas as hipóteses, tanto a dos milicianos como a da vingança dos emedebistas, retira o caráter politico do assassinato de Marielle e reduz o crime à uma simples vingança. Cabe ressaltar que o estado do Rio de Janeiro  está sob intervenção das forças armadas e que a vereadora está responsável por investigar possíveis crimes cometidos pelas forças de repressão durante a intervenção. Além disso, a própria perícia concluiu que a munição utilizada no crime está ligada diretamente à polícia e aos órgãos de repressão do Estado. Ou seja, é um erro tratar da morte de Marielle como uma vingança, na verdade o assassinato da vereadora é parte do fechamento cada vez mais ditatorial do regime que coloca nas mãos da policia o poder de reprimir a população nas periferias. Depois do golpe o assassinato de militantes políticos, lideranças sindicais e partidárias assim como as mortes no campo aumentaram significativamente e são produto da luta do governo contra o povo.

A morte de Marielle Franco é um ato político, é um ato do Golpe de Estado no Brasil!