Exclusivo: servidores sofrem perseguição e pressão de capangas da Prefeitura de SP para encerrar greve
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Exclusivo: servidores sofrem perseguição e pressão de capangas da Prefeitura de SP para encerrar greve
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Os servidores municipais de São Paulo estão em greve desde o último dia 4, contra a política neoliberal de brutais ataques aos funcionários e aos serviços públicos pelo prefeito golpista, Bruno Covas (PSDB).

O principal motivo da greve é a implementação da Reforma da Previdência municipal, conhecida como Sampaprev, a qual irá aumentar de 11% para 14% a alíquota sobre o salário confiscada pela Prefeitura para ser direcionada à previdência. Ou seja, é um roubo de 3% do salário dos servidores públicos municipais.

Como de costume, a Prefeitura do PSDB promove uma campanha de perseguição contra os grevistas, a fim de acabar com a greve.

Um funcionário de posto de saúde municipal, que não quis se identificar com medo de represálias da Prefeitura, contou ao Diário Causa Operária que funcionários da Supervisão dos distritos e da Coordenadoria estão indo desde a semana passada em sua unidade “conversar” com o gerente e monitorar os funcionários, fazendo pressão para o término da greve.

“Eles pressionam dizendo que a farmácia tem que atender, que a equipe da vacina tem que atender. Depois, voltam para a Coordenadoria e para a Supervisão onde começam a falar mal dos servidores que estão em greve. Vêm aqui como se estivessem espionando”, denunciou.

Ele afirma que se trata de uma “ameaça velada” contra os servidores paralisados.

A greve, que dura desde o dia 4 de fevereiro, entretanto, não conseguiu mobilizar todos os servidores, pela política frouxa do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de São Paulo (Sindsep). Dentre os postos de saúde, por exemplo, na Zona Oeste apenas uma unidade está paralisada. E mesmo nessa unidade, os funcionários vão todos os dias ao local, sendo que alguns deles não aderiram. “Que greve é essa?”, questiona o servidor.

Nesta quarta-feira (13), haverá uma nova manifestação em frente à Prefeitura, ao lado do Viaduto do Chá. Os servidores tentarão uma audiência com a administração golpista de Covas, que não tem demonstrado a menor intenção nem mesmo de conversar com os trabalhadores, muito menos atender às suas exigências. Também haverá nova assembleia, na qual os funcionários públicos deverão decidir se continuam com a greve ou não.

Todos os servidores públicos municipais devem cruzar os braços e participar da greve contra o Sampaprev e todos os ataques aos direitos dos trabalhadores desferidos pela Prefeitura do PSDB. Da mesma forma, os funcionários estaduais devem se solidarizar e aderir à greve, contra toda a política de destruição imposta pelo governo estadual, que há 25 anos está nas mãos do PSDB, e que agora, com o fascista João Doria, imprime os mais brutais ataques a todos os trabalhadores e à população.

Os sindicatos dos servidores devem acabar com a política de imobilidade e conciliação com a Prefeitura e o Governo do Estado, mobilizando os funcionários para a resistência à retirada de seus direitos mais básicos e para frear todos os ataques dos tucanos bolsonaristas. Fora Covas! Fora Doria!