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O ex-procurador-geral da república, Rodrigo Janot, após ameaça de golpe pelo comandante do exército, Eduardo Villas Bôas, demonstrou todo seu medo. Pela sua conta do Twitter, o procurador da república externou o seguinte: “Isso definitivamente não é bom. Se for o que parece, outro 1964 será inaceitável. Mas não acredito nisso realmente.”

Representante de um setor golpista, o procurador da república, depois de ter chafurdado na lama com as garantias constitucionais na operação Lava Jato, alertou que um novo golpe militar “não seria aceitável”.

É preciso ter em mente que Rodrigo Janot é um dos responsáveis pela crise institucional pela qual passa a república burguesa do Brasil. Sem qualquer apreço aos direitos da população, o ex-procurador-geral da  república jogou no lixo o pouco de direitos que a população brasileira gozava contra a arbitrariedade estatal.

Com o avanço do setor golpista mais pró-imperialista, aqui representado pelo General Villas Bôas, o setor golpista mais nacionalista se vê na encruzilhada e ameaçado pelas ameaças crescentes do outro setor. Sem as garantias constitucionais sedimentadas, o imperialismo se sente à vontade para ameaçar seus inimigos e quem os ajudar.

No caso, a ameaça do comandante do exército teve alvo certo: o STF. O julgamento do ex-presidente Lula é peça fundamental para o avanço dos planos dos golpistas, em especial do setor imperialista, que vê no ex-presidente uma barreira para concretização de seus planos de acabar com o patrimônio brasileiro.

Portanto, a classe trabalhadora precisa tomar as ruas contra a prisão de Lula e contra o golpe militar que avança.

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