Ex-presidente da Coréia do Sul é condenado a 15 anos de prisão

Lee Myung-bak

Da redação – Nesta sexta-feira, dia 05 de outubro, o ex-presidente da Coréia do Sul, Lee Myung-bak, foi condenado por vários crimes de corrupção pela justiça sul coreana. De acordo com a sentença Lee terá que cumprir 15 anos de prisão e pagar uma multa no valor de 11,5 milhões de dólares.

Lee é acusado de suborno, peculato, abuso de poder e vários outros crimes de corrupção. Apesar de sempre ter negado as acusações, o juiz do Tribunal do Distrito Central de Seul, considerou verdadeiras as acusações contra ele e levou adiante a sua condenação. De acordo com a promotoria Lee teria recebido bilhões de wons (moeda sul coreana) para conceder o perdão presidencial para o presidente da empresa Samsung, Lee Kun-hee. A empresa também nega os crimes e afirma que não pagou nada para o ex-presidente.

De acordo com o ex-presidente e sua defesa, o processo é uma farsa para perseguir Lee Myung-bak em favor dos interesses do atual presidente da Coréia do Sul. Segundo a defesa a investigação consiste em uma fraude jurídica que serve apenas para levar adiante uma manobra de vingança do grupo político atualmente no poder no país.

O judiciário, em declaração para a imprensa, afirmou que “a pesada punição para o acusado era inevitável”. Ao que parece, a perseguição aos ex-presidentes tem se tornado regra na Coréia do Sul, visto que Myung-bak já é o quarto ex-presidente a ser preso. Myung-bak governou a Coréia do Sul entre os anos de 2008 e 2013, e sua sucessora, Park Geun-hye, também foi condenada por crimes ligados à corrupção. As condenações de Park Geun-hye chegaram a 32 anos de prisão, mais que o dobro da pena de Myung-bak. Cabe ressaltar que Park Geun-hye foi retirada da Presidência da República por meio de um processo de impeachment que levantou inúmeras suspeitas. Além deles, o líder da última junta militar do país, Chun Doo-hwan, e o líder conservador Roh Tae-woo também foram presos.