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Pope Francis meets Prince Charles, Prince of Wales and Camilla, Duchess of Cornwall during a reception on April 4, 2017 in Vatican City, Vatican.
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Assim como o resto das classes dominantes, o vaticano se confrontou com um fator de agravamento da crise da Igreja Católica. O papa Francisco foi acusado por um ex-embaixador do vaticano nos Estados-Unidos, Carlo Maria Viganò, por meio de uma carta, de ter acobertado acusações de abuso sexual infantil, pedofilia, de um ex-cardeal norte-americano, Theodore Edgar McCarrick, ocorrido em 2013.

Em sua carta, Viganò diz que o então cardeal Theodore McCarrick havia sido denunciado por abuso nos anos 2000, sendo destituído de suas funções pelo papa Bento 16. Em 2013, Viganò, à mando do papa, teria conversado com Francisco sobre McCarrick, e o último não só acobertou o pedófilo como o tornou um conselheiro próximo, responsável pela indicação de bispos nos Estados-Unidos.

Apesar de demagogicamente o papa ter se desculpado pelos erros passados da Igreja, esta notícia vêm à tona para desmascarar o caráter ainda muito reacionário da Igreja Católica e do Vaticano, um Estado artificial criado para conseguir manter facilmente um ditadura em cima de uma determinada população da Itália e de todo o Mundo. Estado esse que no passado não tão recente apoiou as ditaduras fascistas de Mussolini, Franco e várias outras ditaduras e criminosos durante o século XX.

É a continuação da opressão nefasta exercida durante a inquisição, onde a Igreja, ao lado das classes dominantes da época, perseguia os que se rebelavam contra o regime de opressão (chamados de infiéis) e procuravam desenvolver um entendimento científico que ia contra a concepção teológica do mundo, e assim por diante. A Igreja mostra que continua sendo, no fundamental, a mesma instituição reacionária e repressiva.

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