O golpe de estado no Brasil vem evoluindo de forma acelerada, de um golpe, segundo alguns da esquerda pequeno burguesa, um golpe parlamentar, a atual conjuntura aponta para um golpe militar.

No entanto, mesmo com evidências do aprofundamento do golpe para uma ditadura militar, a esquerda não consegue se libertar das ilusões institucionais.

Não conseguem ver a evolução dos acontecimentos e a direita golpista firme em seus propósitos.

Quando o governo do PT de Dilma Rousseff estava ameaçado pelo impeachment, a esquerda pequeno burguesa que não queria o golpe, levantava a possibilidade de escapar do golpe com acordos na Câmara de Deputados.

Após a aprovação do golpe na Câmara de Deputados, novamente a esquerda anti-golpe se apoiou na ideia de impedir a consumação do impeachment, através do Senado.

O Senado seguiu a política golpista e impôs a retirada de Dilma, como a aprovação de várias medidas contra o povo, como a famigerada “reforma” trabalhista,

Apesar das medidas golpistas passarem por cima das manifestações contra o golpe, os golpistas entrarão em crise, Michel Temer foi obrigado a despejar bilhões de reais para parlamentares de sua base para nãos ser retirado do governo golpista.

Enquanto isso, a perseguição à Lula pela direita, a fim de condená-lo e prendê-lo, só aumentou a popularidade do ex-presidente Lula.

No entanto, a direita mostrou que tem como tarefa prender Lula e não vai abandonar esse plano, e a esquerda continua acreditando que Lula será salvo pelas instituições controladas pelos golpistas, em primeiro momento o TRF4, e depois pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

Após a condenação de Lula por 3 a 0 pelos desembargadores do TRF4, e sentimento de arbitrariedade feita pelo Judiciário, a população se manifestou claramente no Carnaval contra a prisão de Lula.

As Forças Armadas brasileiras que já haviam ameaçados de intervir na situação, caso o negócio saísse do controle, resolveu ocupar militarmente o Rio de Janeiro, se posicionando para uma intervenção geral no país, e estabelecer uma ditadura militar, a fim de manter o golpe de estado sob a cabeça do povo brasileiro.

Depois de toda essa evolução, a esquerda brasileira, principalmente aqueles que lutaram contra o golpe, como integrantes da FBP (Frente Brasil Popular), insistem em não tirar as conclusões de que o golpe evolui no país para uma ditadura militar.

É preciso analisar essa evolução, tirar as conclusões do perigo que representa a todas as organizações de esquerda e populares e chamar a uma ampla mobilização de rua, pela anulação do impeachment, contra a prisão de Lula para derrotar o provável golpe militar.

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