Perseguição imperialista
A esquerda de todo o mundo precisa se unir na luta contra a extradição de Assange e se colocar firmemente contra todo o aparato imperialista. Liberdade para Assange!
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Assange
A luta pela liberdade de Assange deve ser travada por toda a esquerda contra o imperialismo! | Foto: Reprodução

No dia 25 de novembro deste ano, o Parlamento Europeu aprovou a versão final do relatório sobre direitos fundamentais para 2018-2019, documento que visa realizar uma retrospectiva dos principais acontecimentos que dizem respeito aos direitos fundamentais com que a União Europeia e seus estados são confrontados. Todavia, nesta versão final, não houve qualquer tipo de menção à situação de Julian Assange, jornalista que, desde a fundação do WikiLeaks, sofre dura perseguição por parte do governo dos Estados Unidos.

Na primeira versão do documento, havia uma passagem que dizia que “a detenção e processo criminal contra Julian Assange estabelece um precedente perigoso para os jornalistas, como afirmado pela Assembléia Parlamentar do Conselho da Europa”. Entretanto, segundo Clare Daly, eurodeputada irlandesa, uma comissão de parlamentares europeus composta pelo European People’s Party, Socialists and Democrats e o partido Renew Europe, votou para eliminar qualquer mínima menção à situação de Assange.

Por mais que possa, à primeira vista, parecer algo insignificante, o acontecimento relatado vem em meio ao julgamento de extradição de Assange que, se mandado de volta aos Estados Unidos, sofrerá pena de prisão perpétua. Ou seja, na realidade, é uma manobra do imperialismo para facilitar a cassação dos direitos políticos de Assange e, finalmente, colocá-lo como o vilão da disputa que ele tem travado com a política imperialista dos Estados Unidos. Afinal de contas, a vitória estadunidense, nesse caso, significa um precedente absurdo contra toda e qualquer imprensa que se contraponha à dominação imperialista, representando um verdadeiro acirramento do regime autoritário que os EUA há muito já impõe sobre o mundo e, especificamente, sobre os países atrasados.

Essa perspectiva fica ainda mais evidente quando analisamos as características políticas dos países que votaram contra a inserção da passagem citada na versão final do relatório. O European People’s Party, maior partido dentro do Parlamento Europeu desde 1999, e o Renew Europe (Renova Europa) são partidos especialmente direitistas, seguindo uma política conservadora-cristã e, como de se esperar, levando em frente os interesses do imperialismo na política interna da Europa. Ademais, o Socialists and Democrats, por mais que seja considerado um partido de esquerda, é uma ala da esquerda extremamente atrelada ao próprio imperialismo. Afinal de contas, é simplesmente impossível conceber um partido do tamanho que é o SD dentro do Parlamento Europeu sem que haja uma forte intervenção imperialista dentro disso tudo. Sem contar que essa coalizão é formada por partidos notavelmente imperialistas dentro da Europa, à título de exemplo o PSOE espanhol, o Partido Social Democrata Alemão, o Partido Democrata Italiano, entre outros.

Por mais que Daly tenha feito uma campanha à favor de Assange, clamando à população que pressionasse seus parlamentares para que votassem a favor da inserção do trecho, não obteve sucesso, resultando, vergonhosamente, em 408 votos contra sua inclusão, 191 votos a favor e 93 abstenções.

 

O caso Assange

Para entendermos verdadeiramente o que está por trás da perseguição imperialista sobre Assange, é preciso recapitular o que já ocorreu até o presente momento.

Em 2010, Julian Assange fundou o WikiLeaks, plataforma destinada à publicação de informações sigilosas acerca das grandes potências imperialistas. Foi o site responsável por vazar fotos, vídeos, documentos e telegramas que provam que a política levada por países como os Estados Unidos é a de massacre generalizado e dominação das populações dos países atrasados. 

Obviamente, depois de ter vazado estas informações que colocavam em xeque o verdadeiro propósito do imperialismo, tem sido arduamente caçado pelas grandes potências, acusado, inclusive, de assédio sexual. Vale ressaltar que essa acusação nada tem de material. É, na realidade, um mero pretexto para a cassação de Assange, uma manobra do imperialismo para viabilizar sua prisão. 

Assange permaneceu exilado na Embaixada do Equador, até que, depois do golpe que o imperialismo deu no país, com a eleição de Lenín Moreno, foi expulso do local, sendo preso pela polícia inglesa. Agora, está sob julgamento sua extradição da Inglaterra para os Estados Unidos, processo que, como já denunciado inúmeras vezes por este Diário, é extremamente fraudulento e prova clara de que o imperialismo domina absolutamente todo o aparato parlamentar, ainda mais em um país como a Inglaterra.

Nesse sentido, a luta pela liberdade de Assange não representa somente a luta contra a perseguição da liberdade de imprensa, mas sim a luta contra todo o aparato imperialista que procura, inevitavelmente, esconder suas atrocidades para o resto do mundo. O parecer da juíza do caso Assange se dará em meados de Janeiro e, por isso, é preciso intensificar a campanha pela liberdade do fundador do WikiLeaks e mobilizar toda a população contra a farsa escancarada de seu julgamento.

 

Liberdade para Assange!

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