Trump aumenta o cerco no Oriente Médio com a venda de U$ 8,1 bi em armas para a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos. A proposta que tinha sido barrada no congresso prosseguiu até o senado após o veto de Trump à decisão dos deputados, e acaba de ser aprovada.

Aviões de última geração, munições teleguiadas de precisão, assim com a manutenção desses equipamentos, serão enviados para o mais forte aliado norte americano no Oriente Médio. O intuito é de aumentar o cerco contra o Irã através da guerra da Arábia Saudita no Iêmen contra os exércitos rebeldes apoiados pelo Irã.

O congresso norte-americano havia barrado a proposta para contrariar Trump e a Arábia Saudita, que ano passado executou o jornalista Khamal Khashoggi na embaixada saudita da Turquia.

A guerra no Iêmen envolve os rebeldes huthies, apoiados pelo Irã, e o atual governo do presidente Ali Abdullah Saleh, um fantoche apoiado pela Arábia Saudita e pelos EUA.

Os norte-americanos estão cada vez mais fracos no Oriente Médio, sofrendo derrotas acachapantes como a da Síria, e não conseguindo mais manter as tropas no territórios dominados, como no Afeganistão, por isso estão recorrendo a velhos métodos, incentivando guerras contra seus inimigos políticos.

A resistência iraniana contra o imperialismo norte-americano, junto ao apoio da Rússia e da China, está cada vez mais enfraquecendo-os. Por isso os Estados Unidos está ampliando o cerco contra o Irã. Junto à esse armamento pesado de seu principal aliado, estão embargando cada vez mais a economia iraniana. O país tem pelo menos dois navios presos a mando dos americanos, um petroleiro no Estreito de Gibraltar, e um navio cargueiro preso no porto de Paranaguá, no Paraná.

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