EUA: único país rico no ranking dos piores lugares para as mulheres viverem

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Um levantamento feito pela Thomson Reuters analisou a situação em que vivem as mulheres nos 193 países que compõe a Organização das Nações Unidas (ONU). O estudo contou com a participação de mais de 500 especialistas no assunto.

Em 2015 um encontro foi realizado, participando lideranças de todo o mundo. Na reunião foi acordado que os países tem até 2030 para zerar os índices de todo o tipo de violência contra a mulher. As estatísticas, porém, evidenciam que, atualmente, a meta tem grandes chances de não ser cumprida. Uma a cada três mulheres é vítima de violência e pelo menos 750 milhões de meninas se casam antes dos 18 anos.

Como se sabe o capitalismo aperfeiçoa os métodos de repressão e opressão da mulher. Adolescentes forçadas a se casarem são o claro exemplo da condição de escravização social delas que, além de atuarem no mercado de trabalho, são obrigadas a cuidar do lar. Concomitante a imposição para que tenham filhos, que serão mão de obra para fomentar o sistema.

O estudo efetuado contou com os seguintes critérios de análise: grau de acesso à saúde, tradições culturais, violência sexual e demais tipos, discriminação e tráfico humano.

Indicou o estudo que a Índia lidera o ranking dos países mais perigosos para uma mulher viver. O país possui o mais alto índice de violência sexual. De 2007 a 2016 houve um aumento de 83% nos casos de estupro, sendo, a cada hora, quatro denúncias efetuadas. Um exemplo é o que aconteceu com um grupo de adolescentes em maio deste ano, que foram violentadas e posteriormente queimadas por seus agressores.

Para a pesquisadora sobre o tema, Madhumita Pandey, na Índia, é preciso não apenas uma, mas várias medidas políticas, tomadas pelo governo, que levem em conta o tamanho do país, além da sua diversidade cultural e religiosa. Todavia ela ressalta que acredita ter aumentado o número de denúncias e, para que mais mulheres efetuem, é necessário amplo apoio legal e também da mídia, através de campanhas de conscientização.

Em segundo lugar está o Afeganistão, onde a incidência de violência física e sexual é de 51% e do casamento infantil 35%.

Apesar da predominância de países da África e da Ásia no ranking, em 10° lugar encontra-se um país desenvolvido: os Estados Unidos. O imperialismo é o maior provocador da disparidade entre gêneros e da condição de opressão da mulher. Ele se encontra em terceira posição na categoria de maior risco de mulheres serem assediadas e estupradas, mesma da Síria. Está também em 6° lugar na categoria que avalia abusos mentais e físicos.

Compreende-se assim que o fim da repressão e opressão da mulher só se dará com a derrubada total do capitalismo. Nesse sentido a luta das mulheres é a luta política, para que assim consigam derrotar esse sistema que gera e fomenta tais violências.