Imperialismo
Os EUA venderam cerca de 1 milhão de barris de petróleo confiscados do Irã no ano passado
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Navio-tanque com petróleo | Foto: Reprodução
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Navio-tanque com petróleo | Foto: Reprodução

Os Estados Unidos da América, país que gosta de taxar os países que não se submetem ao imperialismo como criminosos, narcotraficantes e terrorista, é simplesmente maior estado criminoso da história. Não somente por conta dos genocídios, dos roubos através de golpes de estado e da fome que o estado obriga milhares de pessoas a passar pelo mundo, mas também pelo crime de roubo, no melhor estilo “pirata moderno”.

Isso é o que vem acontecendo com as cargas iranianas de petróleo confiscadas pelos EUA. Sob a desculpa de que estão “combatendo o terrorismo” os Estados Unidos se julgam no direito de roubar o petróleo que sai de um país oprimido, como é o Irã, e vender os milhões de barris como se fossem seus.

É o que o próprio porta-voz do Departamento de Justiça dos EUA, Marc Raimondi, admite que aconteceu, ao se referir a 1 milhão de barris de petróleo que foram confiscados do país persa e vendidos no ano passado. Marc Raimondi ainda disse em entrevista à Reuters: “O petróleo foi apreendido e uma venda interlocutória preservou o valor em dinheiro do petróleo, que agora está em poder dos EUA”.

O Irã é um dos países que atualmente mais sofrem por conta das sanções aplicadas pelo imperialismo, principalmente no que diz respeito à pandemia.

Ainda assim, o Irã admite que bateu o recorde de venda de derivados do petróleo em janeiro deste ano, mesmo com as sanções impostas pelo imperialismo contra o país.

No ano passado, um navio-tanque com petróleo iraniano foi apreendido na Indonésia. Os EUA disseram que o navio estaria sendo enviado à Venezuela, o que foi negado por ambos os países, que garantiram que os cinco navios enviados com combustível para o país latino-americano chegaram a seu destino, mesmo com todos os empecilhos impostos pelo imperialismo.

Os confiscos dos EUA sobre o petróleo do Irã fazem parte de sua política de sanções contra o país persa, que ocorrem por conta do governo nacionalista que existe no país desde 1979, ano em que houve a revolução islâmica. O governo nacionalista revolucionário colocou os Aiatolás no controle do país e se indispôs com o imperialismo, que logo lançou mão de países do Oriente Médio para atacar o Irã e desestabilizar a revolução.

No entanto, o Irã se manteve firme e hoje serve como um ponto de desequilíbrio para a política imperialista na região, sendo o país que mais luta pela libertação da Palestina e pela união dos povos do Oriente Médio, além de tentar desenvolver um programa nuclear próprio e ser um grande exportador de petróleo.

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