A “democracia” imperialista
A ação fascista do imperialismo norte-americano contra o jornalista Julian Assange são uma demonstração da ditadura contra os povos e contra aqueles que se colocam no seu caminho.
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Foto de Julian Assange enquanto esteve na Embaixada do Equador. | Foto: The Intercept.

Foi revelado através de um depoimento feito por uma testemunha, durante uma audiência nessa quarta-feira (30), que o serviço secreto dos Estados Unidos tentou envenenar ou sequestrar o jornalista preso político Julian Assange.

O depoimento e as evidências foram apresentados por um ex-funcionário da empresa de segurança espanhola UC Global na audiência que julga o pedido de extradição de Julian Assange para os Estados Unidos da América por acusações relacionadas ao vazamento de documentos confidenciais do Estado norte-americano.

As revelações evidenciam mais uma vez a ação criminosa e ditatorial do imperialismo norte-americano. Enquanto Assange se encontrava em asilo político na embaixada do Equador em Londres, a empresa que realiza a segurança da embaixada foi comprada para realizar o “trabalho sujo” para o serviço de inteligência.

Uma das testemunhas disse que a UC Global começou com contratos pequenos assinados em outubro de 2015 com o governo do Equador para dar segurança às filhas do então presidente do país, Rafael Correa, e sua embaixada em Londres. Tal fato também coloca em evidência a possibilidade de espionagem contra o ex-presidente do Equador, que sofreu um golpe de Estado “branco” e vive exilado do seu país.

A negociação com a empresa teria ocorrido quando David Morales, presidente fundador e diretor da UC Global, participou de uma feira de negócios do setor de segurança em Las Vegas, onde obteve um contrato com a Las Vegas Sands, empresa do bilionário norte-americano Sheldon Adelson. O americano era amigo e apoiador de Donald Trump, então candidato à presidência.

Morales teria retornado aos escritórios da empresa em Jerez, no sul da Espanha, e anunciado: “Estaremos jogando na grande liga”. A testemunha acrescentou que Morales disse que a empresa mudou para o que este descreveu como “o lado negro”. Isso supostamente envolveu cooperação com as autoridades dos Estados Unidos, que Morales disse que garantiriam a obtenção de contratos em todo o mundo.

A partir da obtenção de tais benefícios extremamente vantajosos, a empresa de segurança da embaixada virou uma espécie de serviço secreto terceirizado dos EUA.

Microfones foram escondidos para monitorar as reuniões de Assange com os advogados, sua impressão digital foi obtida de um vidro e houve até uma trama para obter uma fralda de um bebê que havia sido levado em visitas regulares à embaixada, segundo a testemunha, cujas provas estavam em forma de uma declaração escrita.

“Ele [Morales] mostrou às vezes uma verdadeira obsessão em relação ao monitoramento dos advogados porque nossos amigos americanos estavam solicitando isso”, acrescentou a testemunha, que teve participação na UC Global por um período de tempo.

Uma outra testemunha, um especialista em TI que ingressou na UC Global em 2015, também se referiu às viagens de Morales aos EUA, que disseram ter falado sobre isso em termos de “ir para o lado negro”.

A testemunha foi incumbida em dezembro de 2017 de instalar novas câmeras na embaixada que também gravariam áudio e teriam uma capacidade de transmissão ao vivo “para que nossos amigos nos Estados Unidos” pudessem acessar a embaixada em tempo real.

O funcionário disse que recebeu um documento de Morales com instruções de como fazê-lo, após afirmar que seria tecnicamente inviável.

“Obviamente, o documento deve ter sido fornecido por um terceiro, que a testemunha espera ser a inteligência dos Estados Unidos”, disse Summers, enquanto lia partes da petição. A testemunha disse ter recusado o pedido por ser claramente ilegal.

As testemunhas prestaram depoimento de forma anônima por receio de retaliações de Morales e do Estado norte-americano.

James Lewis QC, agindo em nome do governo dos EUA, disse ao tribunal na terça-feira que o caso dos EUA provavelmente seria que as evidências dos ex-funcionários da UC Global eram “totalmente irrelevantes”.

Quando Julian Assange esteve próximo de conseguir um passaporte diplomático para viajar para um terceiro Estado, o serviço secreto norte-americano teria ficado em polvorosa e planejou “medidas mais extremas” contra Assange.

“Houve uma sugestão de que a porta da embaixada fosse deixada aberta, permitindo que as pessoas entrassem de fora e sequestrassem ou envenenassem Assange”, foi informado ao tribunal.

Os documentos publicados por Assange através do sítio Wikileaks e de parcerias com diversos jornais expõem crimes de guerra, operações de espionagem, assassinatos, intervenções políticas e militares em outros países pelos Estados Unidos. Tais documentos revelam de maneira explícita o que é a ação de um Estado Imperialista e agora, como esse mesmo Estado age, em conluio com outros países imperialistas para acabar com a vida daquele que ousou mostrar a verdade.

Primeiro foi montada uma farsa para condenar Assange por estupro na Suécia com base em uma armação montada por uma organização de serviço secreto. Depois que sua prisão foi decretada e ficou evidente a armação para extraditá-lo para os EUA, onde seria julgado por crimes de guerra, Assange se refugiou na embaixada do Equador em Londres, onde ficou isolado e espionado por anos, até que o presidente do Equador Lenin Moreno, que assumiu o país após trair Rafael Correa, o entregasse para a justiça inglesa onde sofre o processo de extradição para os EUA.

A ação fascista do imperialismo norte-americano em conluio com o imperialismo europeu revela que não existem direitos democráticos, liberdade de imprensa ou qualquer direito internacional quando se trata dos seus interesses imperiais para manter o seu domínio e a sua farsa democrática mundial. O caso Assange contrasta com a acusação lançada contra o governo russo pelo suposto envenenamento do opositor irrelevante Alexei Navalny. Com base na ação desses países imperialistas, o mais provável é que tal envenenamento tenha sido feito pelos serviços de inteligência dos países imperialistas para que o caso seja utilizado como propaganda contra o governo russo.

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