Lava Jato
Antes de acordo entre a Lava Jato e irmãos batista, os EUA já espionavam a empresa brasileira
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Marca do grupo em entrada de frigorifico
JBS | Foto: Reprodução

Ao menos desde 2014, a unidade de inteligência financeira do Departamento de Tesouro dos Estados Unidos monitora e produz relatórios sobre a JBS, que é uma das maiores empresas processadoras de alimentos no mundo.

O monitoramento ocorre, portanto, pelo menos três anos antes dos irmãos Batista aceitarem fazer um acordo de leniência por causa dos desdobramento da Lava Jato.

A espionagem consta em documentos obtidos por um consórcio internacional de jornalistas que investigam o caso. Aqui no Brasil, fazem parte do consórcio apenas Poder 360, revista Época e revista Piauí.

De acordo com Época, os Relatórios de Atividades Suspeitas (Suspicious Activity Reports, ou SARs, na sigla em inglês) foram produzidos entre 2014 e 2017, com a JBS no centro da operação. Aqui no Brasil o documento seria equivalente aos relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

Cinco relatórios “detalham transações financeiras de contas oficiais” da JBS, “registradas no banco de dados do Deutsch Bank e totalizam US$ 1,86 bilhão entre agosto de 2014 e setembro de 2015 (o equivalente a R$ 10 bilhões, segundo a cotação do dólar de sexta).” Nem todas as transações são evidências de irregularidades.

Os relatórios citam também quatro episódios envolvendo a JBS. “O primeiro é a operação Abate, que em 2009 investigou fiscais de órgãos sanitários; o segundo é o bloqueio de R$ 73 milhões da empresa no Mato Grosso, em 2014, por suspeita de recebimento de benefícios fiscais ilegais; o terceiro é a suspeita de favorecimento à empresa em julgamentos do Carf, trazidos à tona pela Operação Zelotes. O quarto evento foi a investigação sobre corrupção em fundos de pensão de estatais que investiam na Eldorado Brasil Celulose, empresa do grupo, trazida à tona no âmbito da operação Greenfield, em 2016. Na época, ativos da empresa foram congelados e os irmãos Batista tiveram que se afastar da direção”, registrou Época.

Segundo a revista, o caso Eldorado foi considerado o “mais grave” e motivou uma investigação em cima das contas de “11 integrantes da diretoria, conselhos fiscal e de administração da Eldorado, citados nominalmente”. Mas não há informações sobre o resultado desta investigação.

Há desconfiança de ilegalidades sobre movimentações das offshores Valdarno e Lunsville, usadas pela JBS para “pagar propina a agentes públicos que defendiam os interesses da empresa no Brasil”, diz a revista.

Ainda de acordo com a apuração, os EUA tiveram ajuda complementar dos bancos envolvidos nas transações, como o Santander e o Sudostroitelny Bank, russo.

Leia o artigo da GGN.

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