Apoio ao nazismo
Todos os países imperialistas ou se abstiveram da luta contra, ou votaram a favor do nazismo, escancarando que se necessário não hesitarão em usa-lo contra a classe operária
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(Original Caption) Original caption: Nazi Rally In U.S.A., 1930's. (Photo by © Hulton-Deutsch Collection/CORBIS/Corbis via Getty Images)
Desfile nazista nos Estados Unidos | Foto: Repordução
(Original Caption) Original caption: Nazi Rally In U.S.A., 1930's. (Photo by © Hulton-Deutsch Collection/CORBIS/Corbis via Getty Images)
Desfile nazista nos Estados Unidos | Foto: Repordução

No dia 16 de dezembro a assembleia geral da ONU aprovou uma resolução de “luta contra a glorificação do nazismo, do neonazismo, e outras praticas que contribuem para alimentar as formas contemporâneas de racismo, discriminação racial, xenofobia e formas conexas de intolerância.” Dos países que participaram da votação 130 se colocaram a favor, 51 se abstiveram e apenas 2 se colocaram contra, tanto a Ucrânia com o governo infestados de neonazistas quanto os EUA que financiou o golpe neonazista neste país em 2014.

Também impressiona que com um pauta tão abstrata como a luta contra o nazismo e o racismo (em oposição à algo concreto como o fim da polícia por exemplo) 51 países tenham se abstido de votar a favor, e quando se analisa quais foram esses países o caso se torna ainda mais interessante. Dentre as abstenções estão diversos países imperialistas Áustria, Bélgica, Canadá, França, Finlândia, Alemanha, Itália, Japão, Luxemburgo, Holanda, Portugal, Espanha, Suécia e Suíça. A denúncia dessa conivência com o nazismo foi feita pelo chanceler venezuelano Jorge Arreaza por meio de suas redes sociais.

Outro fator importante é que a resolução foi proposta pelo governo russo o que, em conjunto com as abstenções dos países imperialistas e dos votos contra da Ucrânia e dos EUA, deixa claro qual é a disputa política por trás da votação. O política de golpismo internacional organizada pelo imperialismo tem como uma de suas principais bases o uso de fascistas para desestabilizar e derrubar os governos. O caso da Ucrânia é o principal pois o neonazismo lá se tornou tão forte que esta sendo exportado para outros países como foi evidenciado pela fascista Sara Winter, que foi treinada na Ucrânia e afirmou querer “ucranizar” o Brasil, as bandeiras neonazistas ucranianas passaram a ser comuns nas manifestações fascistas de Bolsonaro.

Mas existem diversos outros casos dos fascistas sendo usadas de base para os golpes de Estado, nas recentes tentativas golpistas na Bielorrússia se mobilizou uma base fascista para derrubar o presidente Lukaschenko. Na América Latina os fascistas participaram do golpe de 2016 no Brasil crescendo tanto que assumiram o governo federal, na Venezuela são uma das principais bases das investidas golpistas, na Bolívia as milícias fascistas de Camacho foram cruciais para o golpe de Estado de 2019, na Colômbia os fascistas estão no governo e só em 2020 já assassinaram mais de 280 lideranças populares. No Irã também é famosa a organização fascista financiada pelos EUA o MEK que tem como objetivo derrubar o regime nacionalista no país.

O governo Russo sendo um dos grandes alvos do golpismo internacional por assumir políticas nacionalistas tentou usar a medida diplomática para ter um pequeno ganho político e impedir o alastramento do fascismo na própria Rússia e nos países em seu entorno que sofrem investidas golpistas com o intuito de desestabilizar o governo russo. Mas apesar de ser algo tão pouco relevante como uma resolução da ONU, organização que sempre irá seguir as políticas ditadas pelo imperialismo independente do que for votado, os países imperialistas sentiram necessidade de defender sua política, isto é, não realizar uma luta real contra o fascismo pois ele é útil aos seus interesses.

A votação escancara que é falsa essa teoria martelada pela imprensa burguesa de que os países imperialistas são grandes exemplos de “defensores da democracia”. Primeiro que nem internamente existe um apreço real pelos direitos democráticos, na França por exemplo o governo Macron toma leis cada vez mais absurdas e ditatoriais e outros países seguem essa tendência como na Espanha em que o partido socialista fez uma frente com os fascistas para defender a “democrática” monarquia, que foi restaurada pelos próprios fascistas na década de 1970.    Mas ainda pior é o que é feito nos países dominados pelo imperialismo, onde são impostas e apoiadas as piores ditaduras.

Os países imperialistas europeus ainda tentaram esconder um pouco sua postura de apoio ao neonazismo, contudo o país imperialista mais forte e mais importante do bloco, os EUA nem se preocupa em mostrar sua posição. A votação não era nem um pouco acirrada, portanto o voto contra é uma constatação pública, nos apoiamos e continuaremos apoiando os fascistas em todo o mundo caso isso seja necessário para que nossos interesses sejam impostos. Aqui não se pode cair na confusão de que o governo Trump é o culpado pois foi durante o próprio governo Obama-Biden que se articulou o golpe neonazista da Ucrânia.

Para aqueles que acreditaram que Biden representava a suposta democracia esta cada vez mais claro, o bloco mais forte, mais golpista, mais sedento por guerras e mais antidemocrático, que é quem Biden representa, esta de volta ao governo. Todas as armas a disposição do imperialismo serão usadas para esmagar a classe operária internacional, e isso inclui o próprio fascismo, não como ultima alternativa mas como uma das principais. A classe operária deve reagir não se aliando com os supostos democratas, mas lutando pela destruição do imperialismo, tanto em sua aparência democrática quanto em sua aparência fascista.

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