Combate ao extremismo
Joe Biden luta contra o “terrorismo” fazendo terrorismo contra a população.

Por: Redação do Diário Causa Operária

Utilizando-se da invasão do Capitólio como pretexto para uma implacável luta contra os supostos “terroristas”, o primeiro mês de governo Biden inaugurou um verdadeiro estado de terror nos Estados Unidos.

Até o momento, mais de 150 pessoas foram denunciadas por “crimes federais” após a invasão do prédio. Contudo, de acordo com o departamento de justiça norte-americano, outras 400 pessoas já estão com investigações abertas, considerando-as “suspeitas” de participar uma conspiração para invadir o local.

Não há provas contra nenhuma dessas pessoas, e mesmo o dito crime de “conspiração” é um completo absurdo, pois em primeiro lugar, a manifestações que tomou conta do Capitólio não passou de uma manifestação completamente democrática, como já vista inúmeras vezes nos EUA e em vários países do mundo. Além disso, o problema da “conspiração” chama a atenção, pois justamente está acusação está sendo feita pelo setor da burguesia mundial que mais conspira em todo o mundo, o principal setor do imperialismo norte-americano.

Em cima de toda esta onda de perseguição, aparatos de terror foram feitos nas ruas, com fotos dos “criminosos”, como também nas redes sociais, utilizando-se dos bancos de dados contidos na internet a respeito do evento e dos supostos envolvidos.

O problema fica ainda pior quando é posto em questão os crimes cometidos. Inicialmente, as acusações se dariam por “crimes menores”, porém, o departamento de justiça norte-americano já informou que foi acrescido à maioria dos acusados “significativos” crimes de alta gravidade.

Entre os crimes estão “ataques a agentes de segurança e obstrução de procedimentos federais”, de acordo com a informação divulgada pelo Estado de São Paulo. Caso sejam de fato condenados, os acusados poderão ser presos por cinco a 20 anos de prisão. Ou seja, presos por duas décadas apenas por se manifestarem contra a burguesia imperialista.

Durante todo o processo criminoso, mesmo os investigadores admitem terem dificuldades para encontrar reais acusações que comprovariam uma suposta “conspiração” para atacar o prédio. Nesse caso, os conhecidos grupos fascistas, como Proud Boys, estão sendo utilizados como “espantalhos” da perseguição política contra todos os manifestantes, muitos deles, sem relação alguma com estes grupos.

Contudo, não bastando a perseguição política iniciada após o evento, uma nova onda de terror pairou novamente nos Estados Unidos.

Nessa quarta-feira (26), o Depertamento de Segurança Nacional (EUA) emitou um boletim, considerado “raro” pela imprensa burguesa, afirmando que o governo Biden irá intensificar a perseguição política precavendo um suposto aumento das ameaças terroristas.

O comunicado abre as portas para a oficialização da política de terror contra a população norte-americana, por parte do “democrático” Joe Biden.

Após sua posse colocar Washington em estado de sitio, Joe Biden irá ampliar as redes de escuta, drones e espionagem em todo território norte-americano. Em uma comparação com o livro de George Orwell, 1984, a ficção irá parecer nada comparado a realidade brutal que o Estado norte-americano irá impor contra sua população.

Esta cruzada inclusive, está sendo anunciada em diversos lugares. A imprensa burguesa mundial faz campanha em torno do alarmismo “anti-terrorista”. Colocam Joe Biden em um pedestal da luta contra o “mal”, justificando a ditadura e a repressão.

Dessa maneira, a imprensa burguesa já busca exigir que a perseguição se de nas forças armadas norte-americanas em primeiro lugar, retomando um artigo publicado pela revista Military Times, do qual noticiava a infiltração de extremistas no exercito.

Na busca de justificar todo este terrorismo de Joe Biden, a imprensa volta ao 11 de setembro, outra data utilizada pelo imperialismo para justificar sua “implacável” luta. Por outro lado, o governo democrata revela-se muito mais terrorista do que qualquer outra organização não governamental.

O anunciou da prisão dos manifestantes, a declaração de guerra contra o “terrorismo doméstico”, e agora a nova onda de perseguição e censura iniciada nas redes sociais, marcam o início de um grande campanha imperialista contra o que resta de direitos democráticos da população, não só norte-americana, como mundial.

O que está sendo feito pelo governo de Joe Biden é um crime, de proporções históricas. O mesmo ataque que hoje é promovido contra a extrema-direita, é ao mesmo tempo estopim da perseguição política de todas as organizações de esquerda no país.

Vale lembrar, que até pouco tempo os ditos “terroristas” eram justamente aqueles que se mobilizavam contra a repressão policial no país. O “terrorismo” para os imperialistas, nada mais é que aqueles que se rebelam contra o regime de terror do imperialismo norte-americano.

Joe Biden sequer consegue manter sua fachada de democrático. Um governo impopular, nascido de uma fraude desde que o mesmo comprou sua candidatura no interior do partido Democrata, contra o popular Bernie Sanders, e que logo depois, fraudou as eleições contra Donald Trump. Este governo, não é o que irá combater o terrorismo, mas sim aquele que irá fazê-lo de uma maneira  provavelmente nunca antes vista pela população norte-americana.

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