Crise nos EUA
Ajuda governamental não impediu crescimento do desemprego, miséria e fome nos EUA. Com o fim dos programas assistencialistas, situação tende a priorar dramaticamente
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"Skid Rows" em Los Angeles, capital da miséria nos EUA. Pobreza-extrema tende a piorar drasticamente | Foto: Russ Allison Loar

De acordo com o Departamento do Trabalho do governo norte-americano, 29,3 milhões de americanos “muitas vezes” ou “algumas vezes” não tinham dinheiro em quantidade suficiente para sua própria segurança alimentar. Este dado referente ao mês de julho, e representa um crescimento superior a 30% em reação a fevereiro, quando 22,5 milhões encontravam-se na mesma situação.

O crescimento da pobreza extrema na principal nação capitalista do mundo trás ainda outro dado alarmante, oriundo também das estatísticas produzidas pelo mesmo órgão governamental: há 12,9 milhões de trabalhadores americanos ocupados a menos no mês de julho em relação a fevereiro, mais de 7,86% da força de trabalho americana. Estes trabalhadores encontram-se agora ameaçados pela redução dos programas de assistência social do governo dos EUA, que interrompeu os repasses semanais de US$600 no mês de julho.

Estes repasses se somam aos programas de auxílio desemprego, majoritariamente pagos pelos governos estaduais e eventualmente pelo governo federal porém, mesmo o uso combinado diferentes tipos de programas assistencialistas tem demonstrado uma limitação muito grande na capacidade de garantir algum alívio aos trabalhadores, sequer consegue impedir o alastramento da fome, como pode ser observado acima.

Há que se considerar ainda 29,3 milhões de americanos que “muitas” ou “algumas vezes” não conseguem comer implica em mais de 8,97% da população atingida pela fome, e isto no país de desenvolvimento capitalista mais avançado no mundo.

Por ora o governo Trump vem administrando essa crise com um expediente que os golpistas brasileiros chamariam (talvez) de “pedalada fiscal”: o uso de US$44 bilhões oriundos de verbas do fundo de combate a desastres porém, é consenso que a manobra não poderá continuar por muito tempo, dado o custo semanal de US$15 bilhões do programa de assistência aos trabalhadores desempregados.

Enquanto isso, os trabalhadores americanos, que não causaram a crise mas são praticamente os únicos a pagar por ela, continuam sob severa ameaça. O desemprego reduz o ritmo de crescimento mas não o crescimento em si. Mais de 4 meses desde a reabertura do comércio e das atividades econômicas não essenciais nos Estados Unidos não impediram as inscrições nos programas de auxílio desemprego continuarem atingindo, semanalmente, 1 milhão de trabalhadores.

A crise do desemprego é tamanha que o instituto Oxford Economics destacou em nota “o número de solicitações continua extraordinariamente alto – mais de duas vezes o pico da Grande Recessão (2008) – enfatizando que o mercado de trabalho está muito longe de saudável.”

Ruim a ponto de levar milhões de americanos à fome, a tendência apresentada pela falta de vontade do regime político americano em auxiliar os desempregados, é de uma piora generalizada. Tendo já sido reduzidos em mais de 46,78% entre julho e agosto (quando saíram de um total de US$66,9 bilhões nos 20 primeiros dias de julho para US$35,6 bilhões de primeiro a 20 de agosto), a situação vivida pelos trabalhadores americanos é cada vez mais dramática.

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