Auxílio esmola
Trump aprova auxílio de US$ 600 nos EUA, enquanto crise social se aprofunda.
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WASHINGTON, DC - MARCH 27:  U.S. President Donald Trump listens while meeting with women small business owners in the Roosevelt Room of the White House on March 27, 2017 in Washington, D.C.  Investors on Monday further unwound trades initiated in November resting on the idea that the election of Trump and a Republican Congress meant smooth passage of an agenda that featured business-friendly tax cuts and regulatory changes. (Photo by  Andrew Harrer-Pool/Getty Images)
Burguesia tenta por panos quentes na situação. | Getty Images

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sancionou neste domingo o pacote do Congresso norte-americano que visa criar uma espécie de “auxílio emergencial” para os trabalhadores dos Estados Unidos, no valor de US$ 600.

Após uma crise se abrir em torno da proposta, devido à posição do atual presidente em vetar o beneficio, caso ele não fosse aumentado para 2 mil dólares, Trump recuou frente ao setor majoritário da burguesia e decidiu acatar a proposta.

O pacote de US$ 900 bilhões, inclui um auxílio a população pobre norte-americana, dinheiro para vacinas e casas de show. No entanto, a decisão de aprovar essa verdadeira esmola para população norte-americana, beneficiou muito mais a bolsa de valores do que os trabalhadores.

Com o anúncio de Trump, o dólar operou em queda neste início de semana, e as bolsas mundiais aumentaram. Sobretudo no mercado internacional, os capitalistas reagiram com otimismo ao pacote. Bolsas como a de Frankfurt, subiu 1,49%, e a de Paris, 1,14%. O mesmo aumento foram vistos nas bolsas de valores asiáticas, como a de Tóquio, onde o índice Nikkei fechou com alta de 0,7%, e na China, o índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, subiram 0,44%. Ainda maior, se deu a bolsa de Taiwan, com um aumento de 1,06%.

A alegria da burguesia revela bem o problema. Donald Trump, que havia se contraposto à esmola, recuou frente a pressão de toda burguesia internacional, que viu em sua postura um risco de todo projeto naufragar. Já a exigência de Trump, é mais um recado à Joe Biden, pois, caso o então presidente de fato vetasse a proposta, a máscara de “esquerdistas” e “progressistas” dos democratas cairia rapidamente. Para este setor, uma recusa aos US$ 2mil propostos por Trump iria apenas aprofundar toda a crise social no País.

A principal razão da criação do “auxílio” norte-americano é resultado, justamente, de toda a crise social que aumenta nos EUA. Com um aumento profundo da pobreza, o principal País imperialista do mundo decidiu conter a insatisfação da população o mais rápido possível, após um ano de fortes crises, e grande mobilização dos trabalhadores.

Com a aprovação da medida, abre-se um certo alívio no mercado internacional diante do pleno desenvolvimento da crise capitalista.

Com o pacote, os benefícios de desempregados incluíram um adicional de US$ 300 por semana; US$ 284 bilhões por empréstimo consignados para organizações e jornais locais, além de emissoras de TV e rádio. Além disso, o crédito para mensalidades das universidades será expandido, e créditos fiscais para impulsionar a construção de moradias serão realizados.

Dessa maneira, a todo custo, a burguesia norte-americana tenta salvar o País da crise. Enquanto a economia mundial afunda, a classe trabalhadora se revolta em todo mundo. Apenas na América Latina, local considerado um “quintal” do imperialismo norte-americano, uma onda de mobilizações atingiu países como Peru, Colômbia, Chile e parcialmente no Brasil, durante o ano de 2020. Já o próprio Estados Unidos sofreu diretamente com uma das mais fortes mobilizações de todos os tempos, desde a morte de George Floyd, no inicio do ano, que apenas se aprofundaram com o caos formado pela pandemia.

Todos estes benefícios mencionados não representam verdadeira mudança na vida dos trabalhadores norte-americanos. O aumento de US$ 600 é irrisório perto da situação que encontra-se o País. Para a boa parcela de desempregados, que já chega à 11 milhões de pessoas, este valor sequer da para manter uma família. O plano em si, vem a mais beneficiar a burguesia em uma tentativa de colocar panos quentes na crise social – o imperialismo norte-americano espera uma certa estabilização do regime -, enquanto o País mergulha em uma crise ainda maior, como visto com as eleições que elegeram Joe Biden, e a situação de crise que todo sistema capitalista durante o ano de 2020.

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