EUA atacam Síria: guerra de desespero neoliberal

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“Prepararem para ataques”. Com estas palavras  o presidente norte-americano, Donald Trump, reafirmou pelo  Twitter suas ameaças de atacar a Síria, sob o pretexto de que o governo sírio teria feito uso de armas químicas,  no último dia 7, sábado, na cidade de Douma, considerado o último reduto da oposição apoiada pelos EUA, nas proximidades da capital, Damasco.

A cidade, localizada na região de Ghouta Oriental, foi reconquistada pelas tropas leais ao governo do presidente Bashar al-Assad, que está implementando uma ofensiva e reconquistando todo o território, impondo uma derrota completa para as forças apoiadas pelo imperialismo.

A derrota completa dos EUA na Síria, bem como o fracasso de sua ofensiva no Iraque, Afeganistão, o levante do povo palestino, a revolta geral contra a política genocida norte-americana dos árabes e, praticamente, todos os povos da região está levando o governo da maior potência “neoliberal” a uma situação de completo desespero.

Um acordo promovido pela Rússia no último domingo – dia 8 – garantiu a evacuação segura de rebeldes do grupo Jaish al-Islam em troca da libertação de centenas de reféns e prisioneiros de guerra, mas o governo Trump resolveu acusar, mais uma vez, a Síria de usar armas químicas para justificar um possível ataque e uma carnificina da população local, em nome da “paz” e da defesa dos rebeldes.

Em resposta às ameaças de Trump, o governo russo – aliado do governo Assad – alertou ontem que vai derrubar qualquer míssil dos Estados Unidos lançado contra a Síria, diante do que Tump fez novas ameaças e ainda acrescentou que a “a relação com a Rússia é pior do que nunca, e isso inclui a Guerra Fria”.

O governo sírio, da mesma forma que a Rússia, nega o uso de substâncias químicas e acusam uma fraude do grupo sírio de defesa civil, “capacetes brancos” – que recebe subvenções do imperialismo. Esses teriam realizado “uma encenação diante das câmeras”. “Operando apenas nas fileiras terrorista, os Capacetes Brancos enceneram diante das câmeras um ataque químico contra os civis da cidade de Douma”, denunciou o general russo Viktor Poznikhir, em entrevista coletiva.

A diplomacia russa disse que os mísseis americanos de Trump devem ser dirigidos contra os “terroristas” e não contra Damasco. A Rússia também insinuou que a ofensiva americana contra a Síria pode servir para “apagar os vestígios das provocações” que os ocidentais denunciam como um ataque químico no antigo reduto rebelde de Douma. E ainda acusou que os mísseis teriam como objetivo “apagar rapidamente os vestígios das provocações”, uma vez que “mediante o lançamento de mísseis inteligentes…os investigadores não teriam nada a achar como provas”.

A provocação dos EUA e seus aliados além de evidenciarem o desespero imperialista, colocam todo o mundo sob o perigo de guerras e ataques de grandes proporções. Sem qualquer apoio popular à sua política de fome, miséria, destruição e pilhagem dos países pobres etc. O imperialismo evidencia a putrefação capitalista e que este regime só tem como sobreviver – cada vez em condições mais débeis – às custas de guerras e golpes em todo o planeta.