Livre mercado?
Indústria de base nacional sofre um duro golpe com a enorme redução da cota de importação de aço semi-acabado livre de taxas pelos EUA.
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
50221849743_1ee64bf3e8_k
O "aliado" de Bolsonaro, Donald Trump. | Foto oficial da Casa Branca por Joyce N. Boghosian/Fotos Públicas.

Mais uma dentre tantas propagandas enganosas do ilegítimo presidente Bolsonaro, o suposto benefício do Brasil ao privilegiar o comércio com os EUA nunca apresentou de fato bases concretas. Desta vez, o “aliado” do Norte acabou de anunciar uma brusca redução na quantidade do aço semi-acabado brasileiro que pode entrar em seu mercado sem pagar taxas.

A cota para o quarto trimestre de 2020 foi reduzida de 350 mil toneladas para apenas 60 mil, representando uma queda de mais de 80%. O duro golpe na indústria de base nacional foi fruto da pressão dos capitalistas da siderurgia estadunidense sobre o candidato à reeleição nos EUA, o xodó de Jair Bolsonaro, Donald Trump.

Como o governo “nacionalista verde-amarelo” reagiu? Um nota de repúdio? Algum protesto em defesa do “livre mercado”? Obviamente que não. O governo Bolsonaro, pornograficamente subordinado a Washington, se limitou a torcer pela recuperação do setor siderúrgico do país mais rico do mundo.

A nota conjunta do ministério das Relações Exteriores e da Economia mostra o nível de subserviência que norteia as relações entre os dois países: “O governo brasileiro mantém a firme expectativa de que a recuperação do setor siderúrgico dos EUA, o diálogo franco e construtivo na matéria, a ser retomado em dezembro próximo, e a excepcional qualidade das relações bilaterais permitirão o pleno restabelecimento e mesmo a elevação dos níveis de comércio de aço semi-acabado”(sic) (Estadão, 30/8).

Como explicamos inúmeras vezes, o suposto nacionalismo da direita não passa de um recurso demagógico e completamente desvinculado da realidade concreta. Assim como na ditadura militar, a exaltação à bandeira “verde, amarela, branca e azul anil” busca camuflar uma política entreguista e antipopular. Como expresso ainda no século XVIII pelo inglês Samuel Johnson “o patriotismo é o último refúgio do canalha”.

Ao invés de defender a indústria nacional, que desempenha importante papel no abastecimento da indústria siderúrgica estadunidense, Bolsonaro cumpre fielmente seu papel de capacho do imperialismo. Enquanto isso, avança na privatização dos correios e até a floresta amazônica entrou no radar do entreguista.

Para defender o que ainda resta da indústria nacional é preciso denunciar energicamente o entreguismo da direita, que não se resume ao bolsonarismo. Setores tão ou até mais entreguistas fazem parte da traiçoeira frente ampla, por exemplo. Fora Bolsonaro e todos os golpistas! Abaixo a farsa da frente ampla!

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas