Exigência monopolista
 Essa é a essência do imperialismo, controlar a economia e a política em todo o mundo. E com esse controle, manter a classe trabalhadora amarrada e servil aos interesses do capital
Foto: Alan Santos/PR
O "cavalão" e o embaixador caubói. Imperialismo usa governo submisso para cercar China | Foto: Alan Santos/PR

A página de Economia do UOL destaca uma matéria em que o embaixador dos EUA no Brasil, Todd Chapmann, alerta o País para ‘consequências’ que poderão ocorrer caso aceite que a Huawei participe da concorrência do 5G ano que vem.

Segundo o diplomata, a presença da gigante chinesa de telecomunicações deverá fazer com que as empresas “baseadas na propriedade intelectual” deixem de investir no Brasil. E também que cada país é responsável por suas decisões.

O embaixador diz também que muitos países estão excluindo a companhia chinesa por questões de segurança, alegando a possibilidade de roubo de propriedade intelectual. Entre os países estão a Inglaterra, Austrália e Japão.

Os Estados Unidos tem liderado um processo de crescente desconfiança, por suspeita de que a Huawei possa passar dados de operações internacionais ao governo chinês. Alega o diplomata que não se trata de interesses comerciais, mas de segurança nacional. Sendo assim, pressionam o governo brasileiro para banir a gigante chinesa. O vice presidente Hamilton Mourão afirma que é difícil banir a empresa chinesa que já atua no país há 4 anos na operação 4G.

O governo de Pequim tem noticiado na imprensa que os Estados Unidos precisam parar com a discriminação generalizada contra a Huawei, chamando de golpe baixo essa atitude. Também dizem que a Inglaterra devera pagar o preço por apoiar os EUA nessa guerra, banindo a chinesa de participar na operação 5G em seu território.

Vemos que é consenso na imprensa que os EUA perderam a corrida para desenvolver a tecnologia 5G. Fato que se observa também nas declarações do embaixador dos Estados Unidos no Brasil. Enquanto a Huawai conseguiu desenvolver, com qualidade e segurança.

E isso irrita os países imperialistas, notadamente os Estados Unidos e a Inglaterra, que juntos tentam impedir que os países de capitalismo atrasados possam adquirir essa tecnologia em parcerias.

Para isso ameaçam os países que buscam essa tecnologia, com alegações falsas de que se trata de proteção intelectual ou mesmo de segurança nacional. A Inglaterra cedeu às pressões dos EUA, será que o mesmo ocorrerá no Brasil e demais países? Devemos aguardar os acontecimentos futuros para sabermos.

Ao que parece, o maior receio dos EUA é que perdendo o domínio da comunicação, perderão o domínio sobre as informações das operações internacionais, como as divulgadas por Julian Assange, do site WikiLeaks. Onde as áreas de segurança de estado dos EUA espionavam líderes mundiais, empresas, negócios, cujo principal interesse era aumentar os ganhos e as influências na política mundiais, a favor desse país.

Essa é a essência do imperialismo, controlar a economia e a política em todo o mundo. E com esse controle, manter a classe trabalhadora amarrada e servil aos interesses dos capitalistas. Se não tiverem êxito pelas sanções econômicas, subornos, golpes de estado, aí partem para a guerra de fato. Ou dominam por corrupção, ou dominam pela força das armas.

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